Saúde e Ciência – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Fri, 19 Sep 2025 01:05:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png Saúde e Ciência – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 Pressão 12 por 8 é considerada alta? Saiba o que mudou nas novas diretrizes sobre hipertensão https://folhadobrasiledomundo.com.br/pressao-12-por-8-e-considerada-alta-saiba-o-que-mudou-nas-novas-diretrizes-sobre-hipertensao/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/pressao-12-por-8-e-considerada-alta-saiba-o-que-mudou-nas-novas-diretrizes-sobre-hipertensao/#respond Fri, 19 Sep 2025 01:05:09 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=1008 A pressão arterial é um dos principais indicadores de saúde do coração e, por muitos anos, a medida de 12 por 8 foi vista como o padrão ideal. No entanto, as novas diretrizes internacionais de cardiologia mudaram esse conceito e trouxeram um alerta importante: valores de 12 por 8 agora entram na classificação de “pressão arterial elevada”, um estágio anterior à hipertensão. Essa atualização reforça a necessidade de maior atenção aos cuidados preventivos e pode mudar a forma como milhões de pessoas acompanham a saúde cardiovascular.

A pressão de 12 por 8 (120/80 mmHg), antes considerada perfeita, hoje é vista como um limite superior da normalidade. Isso porque estudos recentes mostraram que manter a pressão arterial ligeiramente abaixo desse valor, em torno de 12 por 7 (120/70 mmHg), oferece uma proteção ainda maior contra doenças cardíacas, renais e neurológicas. Embora 12 por 8 não seja considerado um quadro de hipertensão, ele já sinaliza um risco aumentado quando associado a fatores como sedentarismo, excesso de peso, histórico familiar de problemas cardiovasculares e níveis elevados de colesterol.

Essa reclassificação busca alertar para a importância de mudanças no estilo de vida antes que a pressão realmente se torne hipertensão. Assim, o que antes era tratado como “normal” passa a ser visto como um sinal de atenção para prevenção precoce de complicações.

É comum que a pressão arterial varie em situações de estresse, esforço físico ou consumo excessivo de sal, mas quando os valores médios permanecem acima de 12 por 8, o risco de complicações aumenta. A nova diretriz define três categorias principais:

  • Pressão arterial não elevada: valores abaixo de 12 por 7 (120/70 mmHg).
  • Pressão arterial elevada: valores entre 12 por 7 e 14 por 9 (120/70 mmHg e 139/89 mmHg).
  • Hipertensão arterial: valores iguais ou superiores a 14 por 9 (140/90 mmHg).

Essa nova classificação busca simplificar o diagnóstico e facilitar a compreensão da população, mostrando que a hipertensão não surge de um dia para o outro, mas é resultado de um processo gradual. Identificar o estágio de pressão elevada permite que médicos e pacientes iniciem mudanças antes que o quadro evolua para uma doença crônica.

A pressão de 12 por 7 foi definida como ideal porque representa um equilíbrio perfeito entre a força que o sangue exerce nas artérias durante a contração do coração (sistólica) e o período de descanso entre os batimentos (diastólica). Manter esse nível ajuda a preservar a elasticidade dos vasos sanguíneos, reduz o esforço do coração e protege órgãos vitais, como rins e cérebro.

Pesquisas demonstram que pessoas que mantêm a pressão arterial próxima a 12 por 7 apresentam menor risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. Por isso, as novas recomendações reforçam a importância de adotar hábitos saudáveis que favoreçam esse equilíbrio, como alimentação balanceada, prática de atividades físicas, redução do consumo de sal e controle do peso corporal.

O tratamento para quem apresenta pressão elevada (12 por 8 até 13 por 8) é diferente daquele indicado para pessoas já diagnosticadas com hipertensão. No primeiro caso, geralmente não há necessidade de uso imediato de medicamentos. O foco está em mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de alimentos industrializados, praticar exercícios regularmente, evitar cigarro e controlar o estresse.

Já nos casos de hipertensão confirmada (acima de 14 por 9), além das medidas de estilo de vida, é necessária a utilização de medicamentos para controlar os níveis pressóricos e reduzir os riscos de complicações graves. Em alguns pacientes de alto risco cardiovascular, como diabéticos ou pessoas que já sofreram infarto, o uso de remédios pode ser indicado mesmo em estágios de pressão elevada. Essa abordagem personalizada garante maior eficácia no tratamento e evita a progressão da doença.

Outro ponto destacado nas novas diretrizes é a importância de medir a pressão arterial corretamente. Muitos diagnósticos errados acontecem devido a medições feitas de forma inadequada, seja em casa ou no consultório.

As recomendações são:

  • Realizar a medição após cinco minutos de repouso.
  • Estar sentado, com costas apoiadas e pés no chão.
  • Apoiar o braço na altura do coração.
  • Evitar exercícios, café ou cigarro nos 30 minutos anteriores.
  • Fazer ao menos duas medições com intervalo de 1 a 2 minutos.

Além da medição no consultório, também é recomendada a aferição domiciliar, que pode ser feita com aparelhos validados. Esse acompanhamento ajuda a identificar casos de “hipertensão do jaleco branco” (quando a pressão sobe por nervosismo durante a consulta) e de “hipertensão mascarada” (quando a pressão parece normal no consultório, mas está alta em casa).

A hipertensão é considerada uma epidemia mundial, afetando mais de 1,2 bilhão de pessoas. No Brasil, cerca de 30% da população adulta convive com pressão alta, e a maioria desconhece o problema. A falta de diagnóstico e de tratamento adequado é uma das principais razões pelas quais doenças cardiovasculares, como infarto e AVC, continuam sendo as que mais matam no país e no mundo.

As novas diretrizes reforçam a importância de agir cedo, destacando que valores de 12 por 8 não devem mais ser interpretados como “pressão perfeita”. Quanto antes houver a conscientização e a adoção de hábitos saudáveis, menores são os riscos de complicações graves no futuro.

A pressão arterial de 12 por 8, que por muitos anos foi vista como a medida ideal, agora é classificada como pressão elevada nas novas diretrizes internacionais de cardiologia. O novo alvo é 12 por 7, valor que proporciona maior proteção contra infarto, AVC e outras complicações cardiovasculares. Essa mudança não significa que 12 por 8 seja um quadro de hipertensão, mas sim um alerta para cuidados redobrados.

Monitorar a pressão regularmente, adotar uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos e evitar fatores de risco como cigarro e excesso de sal são atitudes essenciais para manter a saúde do coração em dia. A prevenção continua sendo o caminho mais eficaz para evitar que a pressão elevada se transforme em hipertensão e coloque a vida em risco.

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Homem com esquizofrenia morre após ser imobilizado dentro de igreja no Rio de Janeiro https://folhadobrasiledomundo.com.br/homem-com-esquizofrenia-morre-apos-ser-imobilizado-dentro-de-igreja-no-rio-de-janeiro/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/homem-com-esquizofrenia-morre-apos-ser-imobilizado-dentro-de-igreja-no-rio-de-janeiro/#respond Thu, 18 Sep 2025 14:49:02 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=997 Polícia abre investigação sobre caso de Giusepe Bastos de Sousa em Marechal Hermes

Um caso trágico envolvendo a morte de um homem diagnosticado com esquizofrenia paranoide chamou atenção no Rio de Janeiro e levantou debates sobre saúde mental, violência e responsabilidade em locais de culto. Giusepe Bastos de Sousa, de 31 anos, morreu após sofrer agressões dentro de uma unidade da Igreja Universal do Reino de Deus em Marechal Hermes, na Zona Norte da cidade. Segundo familiares, o homem, que era frequentador assíduo do templo há três anos, passou por um surto psicótico no último domingo e acabou contido por líderes e membros da instituição.

De acordo com relatos da família, Giusepe Bastos de Sousa sofreu um surto em sua residência por volta das 17h e saiu de casa alterado. Sua mãe o seguiu pelas ruas do bairro e o encontrou já dentro do templo religioso, onde caiu no chão após ser imobilizado por um pastor. A cena causou desespero entre familiares, que afirmam que o jovem já estava inconsciente no momento em que chegaram.

A irmã da vítima relatou que viu o irmão sem sinais vitais enquanto era contido com pressão no pescoço. Segundo ela, membros da igreja tentaram impedir a aproximação da família, alegando que Giusepe apenas dormia. Socorristas do Samu foram chamados ao local e constataram a gravidade do quadro, iniciando manobras de reanimação. Após a terceira tentativa, foi possível recuperar a pulsação, e o homem foi levado para a UPA de Marechal Hermes, mas não resistiu e morreu na manhã seguinte.

A declaração de óbito confirmou que Giusepe morreu por asfixia por constrição cervical, além de apresentar sinais de broncoaspiração e diversas escoriações pelo corpo. As marcas estavam visíveis no pescoço, nos braços e nos dedos, o que reforçou as denúncias de imobilização excessiva.

Fiéis da igreja afirmaram que Giusepe chegou exaltado, quebrou o portão do local e tentou agredir uma pessoa antes de ser contido. Já os familiares ressaltam que, mesmo em surto, ele poderia ter sido dominado sem o uso de violência letal, principalmente em um ambiente frequentado por homens adultos e fortes que poderiam segurá-lo sem risco à vida.

O caso, inicialmente registrado como lesão corporal, passou a ser investigado como homicídio após a confirmação da morte. A Polícia Civil aguarda o laudo cadavérico completo para esclarecer as circunstâncias do ocorrido e identificar os responsáveis diretos pelas agressões.

Um detalhe chamou atenção: a igreja informou não haver registro em vídeo do episódio, mesmo havendo câmeras no templo. A ausência das gravações aumenta a complexidade das investigações, que agora dependem de testemunhos e provas técnicas para esclarecer os fatos.

Segundo a família, Giusepe era um homem caseiro, carinhoso e inteligente. Gostava de ler, desenhar, assistir a filmes e já havia servido ao Exército. Trabalhou como garagista e tinha o hábito de praticar exercícios físicos.

O diagnóstico de esquizofrenia paranoide transformou sua rotina. A doença trouxe mudanças de comportamento, desconfiança excessiva e surtos ocasionais. Mesmo com a insistência da família, ele não aceitava o tratamento medicamentoso. Apesar disso, continuava sendo descrito como respeitoso e religioso, participando dos cultos da igreja onde acabou vivendo seus últimos momentos.

A morte de Giusepe causou profunda revolta entre familiares e amigos, que afirmam não aceitar a forma como tudo aconteceu. A irmã lamentou a “covardia” que teria resultado em sua morte e destacou que ele não merecia tal fim.

Agora, a expectativa é que a investigação avance e que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados. A família cobra que a Justiça trate o caso com seriedade, ressaltando que a esquizofrenia é uma doença e não pode ser confundida com comportamento criminoso.

Em nota, a instituição afirmou que Giusepe chegou ao local em estado de agitação, quebrou uma porta de vidro, feriu-se e tentou agredir pessoas, incluindo uma voluntária. Segundo a igreja, os presentes apenas tentaram proteger os fiéis até a chegada da polícia e do Samu, que já haviam sido acionados. A igreja disse ainda estar colaborando com as investigações e registrou boletim de ocorrência.

A morte de Giusepe Bastos de Sousa expõe não apenas uma tragédia individual, mas também o desafio da sociedade em lidar com pacientes em surto psicótico e o papel das instituições religiosas diante de situações de risco. O caso segue em investigação e já mobiliza autoridades, familiares e especialistas em saúde mental que pedem maior preparo para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer.

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Sete hospitais do SUS entram para ranking dos melhores do mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br/sete-hospitais-do-sus-entram-para-ranking-dos-melhores-do-mundo/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/sete-hospitais-do-sus-entram-para-ranking-dos-melhores-do-mundo/#respond Mon, 15 Sep 2025 16:21:52 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=957 Brasil tem 22 instituições de saúde reconhecidas pela excelência internacional

O Brasil conquistou destaque no cenário internacional da saúde. A revista americana Newsweek divulgou seu ranking anual dos melhores hospitais do mundo em 2026, e o país apareceu com 22 instituições reconhecidas pela qualidade de seus serviços — sendo 15 privadas e sete públicas vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os hospitais públicos brasileiros que entraram na lista estão nomes de referência nacional, como o Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, o Instituto do Coração (InCor) e o Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas. Essas unidades se juntam a gigantes mundiais da medicina, como a Cleveland Clinic, o Johns Hopkins Hospital e a Mayo Clinic-Rochester, confirmando a relevância do sistema de saúde brasileiro.

O levantamento é resultado de uma parceria entre a Newsweek e a empresa global de pesquisa Statista. A análise avaliou 12 especialidades médicas, incluindo cardiologia, oncologia, pediatria, neurocirurgia, urologia, cirurgia cardíaca, endocrinologia, gastroenterologia, pneumologia e ortopedia.

Diferentemente de outros rankings, a lista não segue uma ordem de classificação, mas apresenta um panorama abrangente da excelência hospitalar ao redor do mundo.

O método utilizado combina diferentes fontes de informação:

  • recomendações de profissionais de saúde;
  • acreditações e certificações institucionais;
  • resultados da Pesquisa de Implementação de PROMs (Patient-Reported Outcome Measures), que avalia os resultados de tratamento sob a perspectiva dos próprios pacientes.

Esses PROMs medem pontos fundamentais como melhora dos sintomas, qualidade de vida após o atendimento e satisfação geral, oferecendo uma visão real da efetividade do cuidado hospitalar.

Sete hospitais do SUS foram reconhecidos pela excelência no atendimento, estrutura e resultados alcançados. Confira os destaques:

  • Hospital das Clínicas da Unicamp – Campinas (SP)
  • Hospital das Clínicas da USP – São Paulo (SP)
  • Hospital de Ensino da UNIFESP – São Paulo (SP)
  • Hospital Municipal Infantil Menino Jesus – São Paulo (SP)
  • Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – São Paulo (SP)
  • Instituto do Coração (InCor) – São Paulo (SP)
  • Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO) – Rio de Janeiro (RJ)

Essas unidades públicas atendem milhares de pacientes todos os anos, oferecendo desde tratamentos de alta complexidade até atendimento de rotina, sempre integrando ensino, pesquisa e assistência médica.

Além dos hospitais públicos, 15 instituições privadas e filantrópicas do Brasil também figuram no ranking mundial. Entre os nomes mais conhecidos estão o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Sírio-Libanês, o A.C. Camargo Cancer Center e a Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Muitos desses hospitais mantêm parceria com o SUS, atendendo uma parcela significativa da população em tratamentos especializados, como oncologia pediátrica e cirurgias de alta complexidade.

A presença de hospitais públicos brasileiros em uma lista internacional tão prestigiada é um marco importante. O reconhecimento evidencia a qualidade técnica, a capacidade de inovação e a dedicação de profissionais que atuam no SUS, muitas vezes enfrentando desafios de infraestrutura e financiamento.

Esse destaque internacional também valoriza a medicina acadêmica brasileira, já que muitos desses hospitais são ligados a universidades públicas e cumprem papel essencial na formação de médicos e pesquisadores.

Ao todo, o ranking reúne hospitais de diversos países considerados referência em saúde, como Estados Unidos, Alemanha, Japão e Canadá. O fato de o Brasil figurar ao lado dessas potências demonstra que o país está alinhado com padrões globais de atendimento hospitalar.

Especialistas ressaltam que a combinação de inovação, ensino e atendimento humanizado contribuiu para que as instituições brasileiras se destacassem. Além disso, a inclusão de hospitais do SUS reforça a importância do sistema público como modelo de acesso universal e gratuito à saúde.

A presença de sete hospitais públicos brasileiros no ranking dos melhores do mundo em 2026 é motivo de orgulho e reconhecimento internacional. O destaque mostra que, apesar dos desafios, o Sistema Único de Saúde é capaz de oferecer atendimento de excelência e competir em nível global com alguns dos centros médicos mais respeitados do planeta.

Esse resultado fortalece a credibilidade da saúde pública brasileira e reafirma o compromisso do país com a inovação, a qualidade de vida dos pacientes e o avanço científico na medicina.

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Arte e Psicologia na promoção da saúde mental https://folhadobrasiledomundo.com.br/arte-e-psicologia-na-promocao-da-saude-mental/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/arte-e-psicologia-na-promocao-da-saude-mental/#respond Sun, 14 Sep 2025 12:38:53 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=954 Arteterapia é uma prática que combina arte e psicologia para promover a saúde física e mental, utilizando técnicas como pintura, desenho, dança, colagem e música como ferramentas para a expressão e exploração do universo interno do indivíduo. O objetivo é facilitar a comunicação, o autoconhecimento e a transformação pessoal, auxiliando na superação de desafios emocionais e psicológicos em diversas populações, incluindo crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. 

  • Processo criativo e terapêutico:A arteterapia integra a criação artística a um processo terapêutico, onde o indivíduo é incentivado a se expressar de maneira não-verbal através da arte. 
  • Exploração da subjetividade:O processo permite que o indivíduo explore seus pensamentos, sentimentos e emoções de forma mais livre e segura, revelando padrões de comportamento e áreas que necessitam de atenção. 
  • Simbologia e significado:A obra de arte criada funciona como um espelho que reflete a subjetividade do autor, permitindo que ele, com a ajuda do terapeuta, compreenda e processe seus conteúdos conscientes e inconscientes. 
  • Saúde mental: Ajuda a reduzir o stress, a ansiedade e a lidar com traumas, depressão e outras questões de saúde mental. 
  • Autoconhecimento: Promove a reflexão e a introspecção, permitindo que o indivíduo se redescubra e se veja de uma nova perspectiva. 
  • Qualidade de vida: Contribui para o bem-estar geral e a qualidade de vida, especialmente para idosos e pessoas com doenças crônicas. 
  • Inclusão social: É utilizada em comunidades para promover a inclusão social e o senso de pertencimento. 

A arteterapia é aplicada em diversos contextos, como: 

  • Clínicas de saúde mental
  • Hospitais, para pacientes com doenças físicas
  • Escolas, para promover o desenvolvimento emocional e social
  • Centros comunitários e empresas

Para se tornar um arteterapeuta no Brasil, é necessária uma formação acadêmica específica, que pode incluir uma graduação em áreas como artes ou psicologia, seguida por uma especialização em arteterapia. A União Brasileira de Associações de Arteterapia (UBAAT) foi fundada para garantir a qualidade da prática e dos profissionais na área. 

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Alzheimer: prevenção começa na infância e pode reduzir quase 50% dos riscos no Brasil https://folhadobrasiledomundo.com.br/alzheimer-prevencao-comeca-na-infancia-e-pode-reduzir-quase-50-dos-riscos-no-brasil/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/alzheimer-prevencao-comeca-na-infancia-e-pode-reduzir-quase-50-dos-riscos-no-brasil/#respond Thu, 11 Sep 2025 11:48:17 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=919 Conscientização mundial sobre a doença destaca importância dos cuidados desde os primeiros anos de vida

O dia 21 de setembro é reconhecido internacionalmente como o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1994. No Brasil, a data também é lembrada nacionalmente desde 2008, com o objetivo de difundir informações sobre prevenção, diagnóstico e cuidados com os pacientes.

Atualmente, 55 milhões de pessoas no mundo vivem com demência, sendo que a Doença de Alzheimer é responsável por mais da metade dos casos. No Brasil, estima-se que 1,2 milhão de pessoas tenham a condição, mas grande parte ainda não recebeu diagnóstico.

Segundo a Associação Internacional da Doença de Alzheimer, um novo caso é registrado a cada três segundos no mundo, impactando não apenas o paciente, mas também familiares e cuidadores.

A demência, e em especial o Alzheimer, está associada ao envelhecimento, mas a ciência mostra que a prevenção deve começar muito antes da velhice.

Os especialistas destacam dois tipos de fatores:

  • Não modificáveis: idade e genética, que não podem ser alterados.
  • Modificáveis: hábitos e condições de saúde que podem ser controlados ou evitados ao longo da vida.

Em 2020, a revista científica Lancet reuniu uma comissão internacional liderada pela pesquisadora britânica Gill Livingston. O grupo identificou 12 fatores de risco modificáveis, responsáveis por até 40% dos casos de demência.

 Foto: Freepik

Um dos fatores mais importantes identificados é a baixa escolaridade durante a infância. Crianças com acesso limitado à educação formal apresentam menor estímulo cognitivo, o que reduz a chamada reserva cognitiva — a capacidade do cérebro de se adaptar e compensar lesões neurológicas.

Além disso, a baixa escolaridade costuma estar associada a condições socioeconômicas desfavoráveis, dificultando o acesso à saúde de qualidade e a uma alimentação adequada, fatores que também influenciam o desenvolvimento cerebral.

No Brasil, a baixa escolaridade aparece como o fator de maior peso, representando 7,7% do risco total de desenvolvimento de demência, segundo estudo liderado pelas professoras Claudia Suemoto (USP) e Cleusa Ferri (Unifesp).

Enquanto no mundo a redução estimada do risco chega a 40%, no Brasil esse índice é ainda mais alto: 48%. O dado reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para educação básica, controle da hipertensão arterial e diagnóstico precoce da perda auditiva, outro fator relevante.

A perda auditiva não tratada, comum na vida adulta, representa 5,6% do risco total no país, sendo considerada uma das principais portas de entrada para o declínio cognitivo.

Embora parte das ações preventivas dependa do poder público, especialistas reforçam que hábitos individuais também são determinantes. Entre eles estão:

  • Manter uma rotina de atividade física;
  • Controlar a pressão arterial e o diabetes;
  • Tratar problemas auditivos precocemente;
  • Evitar isolamento social com participação em atividades em grupo;
  • Reduzir o consumo de álcool e abandonar o tabagismo;
  • Buscar acompanhamento médico regular.

Essas medidas, adotadas desde cedo, podem fazer diferença significativa no envelhecimento e na qualidade de vida.

Um dos principais estudos sobre prevenção da demência é o Finger Project, iniciado na Finlândia pela pesquisadora Miia Kivipelto. O trabalho acompanhou 1.600 idosos com fatores de risco para a doença.

Os participantes que receberam orientações supervisionadas, incluindo exercícios físicos, acompanhamento nutricional e treino cognitivo, apresentaram 25% de melhora no desempenho cognitivo após dois anos.

O sucesso do estudo levou à criação da rede internacional World Wide Fingers, presente em mais de 40 países, incluindo o Brasil, que participa por meio da USP e da UFMG.

Cuidar da saúde desde a infância pode determinar o grau de autonomia na velhice. Em pacientes com demência, atividades simples como cozinhar, dirigir ou administrar finanças tornam-se inviáveis.

Portanto, agir sobre os fatores de risco modificáveis é uma forma concreta de promover uma velhice mais saudável, independente e com melhor qualidade de vida, reduzindo não apenas o impacto individual, mas também o peso social e econômico da doença.

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Cirurgia cerebral inédita oferece esperança no tratamento da depressão resistente https://folhadobrasiledomundo.com.br/cirurgia-cerebral-inedita-oferece-esperanca-no-tratamento-da-depressao-resistente/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/cirurgia-cerebral-inedita-oferece-esperanca-no-tratamento-da-depressao-resistente/#respond Mon, 08 Sep 2025 12:57:45 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=839 Novo marco no combate à depressão

A depressão é considerada uma das doenças mais incapacitantes do mundo, atingindo mais de 300 milhões de pessoas, segundo estimativas internacionais. Embora o tratamento convencional com medicamentos e psicoterapia traga bons resultados para a maioria dos pacientes, até 30% desenvolvem o quadro de depressão resistente, sem resposta adequada às terapias tradicionais. Diante desse cenário, cirurgias inovadoras começam a ganhar espaço como alternativa promissora. Uma delas, a estimulação cerebral profunda (DBS), foi aplicada recentemente em jovens pacientes na Colômbia e no Brasil, marcando um avanço histórico na psiquiatria moderna.

A DBS consiste na implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro, conectados a um neuroestimulador semelhante a um marca-passo. O dispositivo emite impulsos elétricos contínuos capazes de regular circuitos cerebrais associados ao humor e à motivação. Essa técnica já é consolidada no tratamento de doenças neurológicas como Parkinson, mas seu uso para depressão ainda é experimental. O objetivo é reduzir sintomas graves e proporcionar estabilidade emocional a quem não encontrou alívio em nenhuma outra forma de tratamento.

Em abril, a colombiana Lorena Rodríguez, de 34 anos, foi a primeira paciente do mundo a se submeter ao procedimento voltado para depressão crônica. Ela recebeu eletrodos em regiões ligadas à tristeza profunda e à conexão entre razão e emoção. Já no Brasil, especialistas realizaram implantes semelhantes em pacientes diagnosticados com depressão resistente associada à dor crônica, ampliando as possibilidades de aplicação clínica. Os relatos iniciais indicam melhora gradual nos sintomas, ainda que os ajustes no neuroestimulador precisem ser feitos ao longo do tempo.

Pesquisas internacionais apontam que entre 40% e 60% dos pacientes submetidos à DBS apresentam melhora significativa dos sintomas, e até 30% podem alcançar longos períodos sem sinais da doença. Ainda assim, especialistas alertam que o número reduzido de participantes nos estudos limita a identificação do alvo cerebral ideal para cada caso. O consenso é que os efeitos são encorajadores, mas requerem acompanhamento contínuo, além da combinação com outros tipos de tratamento, como medicação e psicoterapia.

Outra técnica em avanço é a estimulação do nervo vago, que já vem sendo usada em pacientes com epilepsia e mostrou impacto positivo em sintomas de depressão. O procedimento consiste na implantação de um pequeno gerador sob a pele da clavícula, conectado ao nervo vago por meio de eletrodos. Essa estimulação modula neurotransmissores e regiões cerebrais ligadas ao humor. Estudos recentes indicam melhora em até 70% dos pacientes com depressão refratária, reforçando seu potencial como alternativa para casos graves.

Com a previsão de que a depressão se torne a doença mais comum do mundo até 2030, superando até mesmo câncer e problemas cardíacos, avanços como a estimulação cerebral profunda e a do nervo vago representam um novo horizonte para milhares de pacientes. Apesar de ainda estarem em fase experimental e restritos a clínicas especializadas, os procedimentos já oferecem esperança para pessoas que convivem com a doença há anos sem resposta a tratamentos tradicionais. Especialistas reforçam que cada vida salva por uma nova terapia é um passo importante na luta contra um dos maiores desafios da saúde pública mundial.

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Câncer Colorretal cresce no Brasil e a prevenção pode salvar vidas https://folhadobrasiledomundo.com.br/cancer-colorretal-cresce-no-brasil-e-a-prevencao-pode-salvar-vidas/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/cancer-colorretal-cresce-no-brasil-e-a-prevencao-pode-salvar-vidas/#respond Sun, 07 Sep 2025 15:11:00 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=823 A realidade do câncer colorretal no Brasil

O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, cólon ou reto, é uma das doenças oncológicas mais incidentes em todo o mundo e representa uma preocupação crescente também no Brasil. Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) apontam que este é o terceiro tipo de tumor mais frequente no país, com aproximadamente 40 mil novos casos diagnosticados a cada ano. Somente em 2020, foram mais de 20 mil casos em homens e outros 20 mil em mulheres, demonstrando que a doença atinge ambos os gêneros de forma bastante equilibrada.

O impacto é ainda maior quando se observa a mortalidade: em 2019, foram registrados mais de 20 mil óbitos em decorrência do câncer colorretal no Brasil, com taxas de mortalidade semelhantes entre homens e mulheres. Essa realidade mostra a urgência em conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, já que, quando descoberto nos estágios iniciais, o câncer colorretal tem elevadas chances de cura, chegando a índices superiores a 90%. Portanto, compreender os fatores de risco, reconhecer os sinais de alerta e adotar hábitos saudáveis são passos fundamentais para enfrentar essa doença silenciosa, que cresce a cada ano e já é considerada um problema de saúde pública.

O câncer colorretal é traiçoeiro justamente porque, em muitos casos, ele não apresenta sintomas claros em sua fase inicial, o que dificulta o diagnóstico precoce. Ainda assim, existem sinais que funcionam como um alerta importante e que não devem ser ignorados.

  • Presença de sangue nas fezes;
  • Dor ou cólica abdominal frequente;
  • Alteração repentina no hábito intestinal (diarreia ou prisão de ventre);
  • Perda de peso rápida e sem explicação;
  • Fadiga constante e anemia.

A atenção a esses sinais e a procura imediata por atendimento médico aumentam consideravelmente as chances de cura.

Foto: Getty Images

Estudos mostram que até 90% dos casos podem ser curados quando diagnosticados em fase inicial. Além disso, muitos tumores surgem de pólipos benignos que podem ser identificados e removidos em exames preventivos. O diagnóstico precoce, feito por meio de exames como colonoscopia, retossigmoidoscopia e exames laboratoriais, aumenta significativamente as chances de cura, reforçando a importância de não negligenciar a saúde intestinal e de realizar consultas regulares.

As principais medidas de prevenção são:

  • Praticar atividade física regularmente (150 minutos por semana);
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Priorizar uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e cereais integrais;
  • Reduzir o consumo de carnes vermelhas e evitar carnes processadas;
  • Diminuir a ingestão de álcool e não fumar;
  • Beber pelo menos dois litros de água por dia.

A prevenção está diretamente relacionada à realização de exames periódicos e a hábitos de vida saudáveis. Adotar uma rotina que envolva cuidados preventivos e práticas saudáveis é, sem dúvida, a melhor forma de reduzir a probabilidade de desenvolver a doença e garantir uma vida mais longa e com qualidade.

Quando o câncer colorretal é identificado em estágios iniciais, as chances de cura são muito elevadas, podendo chegar a 90% em cinco anos após o tratamento. Isso acontece porque, nas fases iniciais, o tumor ainda não se espalhou para outros órgãos, tornando o tratamento mais eficaz e menos invasivo. Para garantir o diagnóstico precoce, é fundamental que a população tenha acesso a exames regulares, especialmente a partir dos 45 anos de idade, ou mais cedo para pessoas que possuem histórico familiar da doença.

Para enfrentar o avanço do câncer colorretal no Brasil, campanhas de conscientização desempenham papel fundamental. Nessas campanhas, profissionais de saúde, gestores públicos e entidades médicas unem esforços para disseminar informações sobre os sinais de alerta, os fatores de risco e os métodos de diagnóstico precoce.

As ações incluem desde a distribuição de materiais informativos até palestras em escolas, empresas e comunidades, além da utilização das redes sociais como ferramenta de alcance para públicos mais jovens. A divulgação ampla das informações é essencial para que cada vez mais pessoas entendam que o câncer colorretal pode ser prevenido e tratado com sucesso quando diagnosticado a tempo.

O engajamento da população, aliado ao suporte oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), garante que pacientes tenham acesso gratuito a consultas, exames e tratamentos, como ocorreu no caso de milhares de brasileiros que venceram a doença graças ao atendimento público especializado.

A mensagem central dessas campanhas é clara: prevenir é sempre o melhor caminho. Cuidar da alimentação, manter um estilo de vida ativo, abandonar vícios prejudiciais e realizar exames regulares são atitudes que salvam vidas e reduzem a mortalidade causada por um dos tipos de câncer mais incidentes no Brasil e no mundo.

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Brasil inicia tratamento com novo remédio contra Alzheimer https://folhadobrasiledomundo.com.br/brasil-inicia-tratamento-com-novo-remedio-contra-alzheimer/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/brasil-inicia-tratamento-com-novo-remedio-contra-alzheimer/#respond Fri, 05 Sep 2025 17:23:25 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=810 Primeiro tratamento antiamiloide chega ao país

Em abril de 2025, o Brasil aprovou o uso do Donanemabe, medicamento desenvolvido para tratar pacientes com Alzheimer em estágio inicial. O fármaco representa um marco na medicina nacional, sendo o primeiro tratamento antiamiloide disponível no país, e atua diretamente sobre a proteína Beta-amiloide, responsável por lesões nos neurônios associadas ao avanço da doença.

O tratamento é baseado em anticorpos monoclonais, que têm como objetivo reduzir o acúmulo da Beta-amiloide no cérebro. Essa tecnologia vem sendo apontada como uma das maiores promessas no combate ao Alzheimer, podendo retardar o avanço dos sintomas cognitivos em pacientes diagnosticados precocemente.

Apesar do avanço científico, o acesso ao Donanemabe ainda é restrito. O tratamento custa entre R$ 5.000 e R$ 24.000 mensais, dependendo da fase da doença e da dosagem necessária. Atualmente, o medicamento está disponível apenas na rede particular de saúde e em clínicas especializadas de algumas cidades brasileiras.

O Donanemabe integra uma nova classe de terapias também representada por medicamentos como o Aducanemabe e o Lecanemabe, já utilizados em países como Estados Unidos, Japão e nações da União Europeia. Esses tratamentos compartilham o mesmo objetivo: interromper ou retardar a progressão da doença de Alzheimer desde os primeiros estágios.

Embora considerado um avanço histórico, o uso do Donanemabe apresenta benefícios e limitações. Estudos indicam melhora no controle da progressão da doença, mas também apontam riscos de efeitos colaterais, como reações inflamatórias no cérebro. Além disso, o custo elevado ainda é um desafio para tornar o tratamento acessível a um número maior de pacientes no Brasil.

  • Medicamento: Donanemabe (Kinsula)
  • Indicação: Alzheimer em estágio inicial
  • Mecanismo de ação: Anticorpo monoclonal contra a proteína Beta-amiloide
  • Custo: R$ 5.000 a R$ 24.000 por mês
  • Disponibilidade: Apenas na rede privada de saúde
  • Impacto: Retarda a progressão da doença, mas com limitações e alto custo

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Chá como aliado natural para emagrecer, prevenir doenças do coração e fortalecer a imunidade https://folhadobrasiledomundo.com.br/cha-como-aliado-natural-para-emagrecer-prevenir-doencas-do-coracao-e-fortalecer-a-imunidade/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/cha-como-aliado-natural-para-emagrecer-prevenir-doencas-do-coracao-e-fortalecer-a-imunidade/#respond Mon, 01 Sep 2025 13:40:08 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=743 O chá de gengibre vem ganhando cada vez mais destaque entre os brasileiros por seus inúmeros benefícios à saúde. A especiaria, originária do Japão e conhecida pelo sabor marcante, picante e levemente adocicado, é rica em propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e analgésicas, que ajudam desde a perda de peso até a prevenção de doenças cardiovasculares.

Consumido regularmente, o chá de gengibre pode:

  • Reduzir inflamações no corpo;
  • Proteger o sistema cardiovascular, melhorando a circulação e equilibrando a pressão arterial;
  • Ajudar no emagrecimento através de sua ação termogênica e diurética;
  • Aliviar náuseas, vômitos e dores musculares;
  • Fortalecer o sistema imunológico, aumentando a resistência contra gripes e resfriados.

De acordo com um estudo publicado na revista científica Complementary Therapies in Medicine (2022), o gengibre também auxilia no controle da glicose em pacientes com diabetes tipo 2.

Os efeitos poderosos do chá de gengibre vêm de seus compostos naturais e nutrientes essenciais:

  • Gingeróis: responsáveis pelas ações anti-inflamatórias e digestivas.
  • Shogaóis: possuem efeito antioxidante e citotóxico.
  • Zingerona: atua como carminativo e antiemético.
  • Terpênicos: têm função antibiótica e antifúngica.
  • Vitaminas A, C e B: estimulam o metabolismo e aumentam a energia.
  • Minerais como cálcio, ferro e fósforo: contribuem para a saúde muscular, óssea e cardiovascular.

Graças ao seu efeito termogênico, o gengibre aumenta a temperatura corporal, acelera o metabolismo e eleva o gasto energético. Já sua ação diurética contribui para eliminar o excesso de líquidos, combatendo o inchaço.

Além disso, a bebida protege o coração: suas propriedades relaxantes, antioxidantes e anticoagulantes promovem elasticidade arterial, melhoram a circulação sanguínea e equilibram a pressão, prevenindo doenças cardiovasculares.

O chá de gengibre pode ser combinado com outros ingredientes para intensificar seus benefícios:

  • Gengibre com limão: reforça a ação antioxidante.
  • Gengibre com canela: potencializa o efeito emagrecedor.
  • Gengibre com hortelã: fortalece a imunidade.
  • Gengibre com cúrcuma: amplia os efeitos anti-inflamatórios.

Como preparar o chá de gengibre

Receita 1

  • 2 cm de gengibre fresco
  • 200 ml de água

Receita 2

  • 1 colher de sopa de gengibre em pó
  • 1 litro de água

Modo de preparo: ferva a água com o gengibre por 8 a 10 minutos. Desligue o fogo, tampe a panela e consuma morno.

Apesar dos inúmeros benefícios, o consumo do chá deve ser feito com cautela. Segundo especialistas:

  • Gestantes e crianças menores de 2 anos não devem consumir;
  • Pessoas com problemas de coagulação ou que usam anticoagulantes devem evitar pela possibilidade de interação medicamentosa;
  • O ideal para adultos é tomar 1 a 2 xícaras por dia.
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Trabalho é apontado como um dos principais vilões da saúde mental no Brasil e no mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br/trabalho-e-apontado-como-um-dos-principais-viloes-da-saude-mental-no-brasil-e-no-mundo/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/trabalho-e-apontado-como-um-dos-principais-viloes-da-saude-mental-no-brasil-e-no-mundo/#respond Sun, 31 Aug 2025 13:26:16 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=710 Saúde mental em alerta: pressão no trabalho cresce em ritmo acelerado

A relação entre trabalho e saúde mental vem ganhando destaque em estudos recentes. Pesquisas internacionais e brasileiras mostram que o ambiente profissional, quando marcado por excesso de cobrança, jornadas longas e falta de reconhecimento, tem se tornado um dos maiores fatores de risco para transtornos mentais como ansiedade, estresse crônico e depressão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% dos adultos em idade produtiva convivem com algum transtorno mental relacionado ao trabalho. No Brasil, esse número é ainda mais preocupante: dados do Ministério da Saúde indicam que os afastamentos por motivos psicológicos cresceram 39% nos últimos cinco anos, tornando-se a segunda principal causa de licenças médicas no país.

Especialistas afirmam que a chamada cultura do burnout, caracterizada pelo excesso de horas dedicadas ao trabalho e pela glorificação da produtividade extrema, é uma das maiores responsáveis pelo adoecimento mental de trabalhadores. O burnout, reconhecido pela OMS desde 2019 como síndrome ocupacional, afeta profissionais em diversas áreas, principalmente no setor corporativo, saúde e educação.

De acordo com pesquisa da Fiocruz, um a cada três trabalhadores brasileiros relata sintomas relacionados ao burnout, como esgotamento físico, insônia e irritabilidade.

Além da sobrecarga, ambientes tóxicos, assédio moral e ausência de políticas de bem-estar corporativo intensificam o problema. Empresas que não oferecem suporte psicológico ou políticas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional acabam aumentando a rotatividade e diminuindo a produtividade.

O relatório “Future of Work” da consultoria Deloitte aponta que mais de 70% dos profissionais consideram a saúde mental tão importante quanto o salário na hora de escolher permanecer em uma empresa.

Psicólogos e médicos recomendam algumas práticas para reduzir o impacto do trabalho na saúde mental:

  • Estabelecer limites entre vida profissional e pessoal.
  • Praticar atividades físicas regularmente.
  • Procurar apoio psicológico ou psiquiátrico ao perceber sinais de estresse intenso.
  • Negociar pausas e condições mais saudáveis no ambiente de trabalho.

A prevenção não deve ser responsabilidade apenas do trabalhador. Especialistas defendem que empresas adotem programas de bem-estar, ofereçam acompanhamento psicológico e promovam gestão humanizada, evitando práticas que incentivem jornadas excessivas.

No Brasil, grandes companhias já começaram a investir em programas internos de saúde mental, mas, segundo levantamento da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), apenas 18% das empresas possuem políticas estruturadas nessa área.

O tema deve ganhar cada vez mais espaço nos próximos anos. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta que países que não priorizarem políticas de saúde mental no ambiente profissional terão perdas bilionárias em produtividade. Estima-se que, globalmente, a economia perca US$ 1 trilhão por ano devido a afastamentos e baixa eficiência ligada a transtornos mentais.

No Brasil, a tendência é de que a saúde mental no trabalho se torne pauta permanente, não apenas por questões de bem-estar, mas também por impacto econômico e social.

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