alzheimer – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Thu, 11 Sep 2025 11:48:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png alzheimer – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 Alzheimer: prevenção começa na infância e pode reduzir quase 50% dos riscos no Brasil https://folhadobrasiledomundo.com.br/alzheimer-prevencao-comeca-na-infancia-e-pode-reduzir-quase-50-dos-riscos-no-brasil/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/alzheimer-prevencao-comeca-na-infancia-e-pode-reduzir-quase-50-dos-riscos-no-brasil/#respond Thu, 11 Sep 2025 11:48:17 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=919 Conscientização mundial sobre a doença destaca importância dos cuidados desde os primeiros anos de vida

O dia 21 de setembro é reconhecido internacionalmente como o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer, criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1994. No Brasil, a data também é lembrada nacionalmente desde 2008, com o objetivo de difundir informações sobre prevenção, diagnóstico e cuidados com os pacientes.

Atualmente, 55 milhões de pessoas no mundo vivem com demência, sendo que a Doença de Alzheimer é responsável por mais da metade dos casos. No Brasil, estima-se que 1,2 milhão de pessoas tenham a condição, mas grande parte ainda não recebeu diagnóstico.

Segundo a Associação Internacional da Doença de Alzheimer, um novo caso é registrado a cada três segundos no mundo, impactando não apenas o paciente, mas também familiares e cuidadores.

A demência, e em especial o Alzheimer, está associada ao envelhecimento, mas a ciência mostra que a prevenção deve começar muito antes da velhice.

Os especialistas destacam dois tipos de fatores:

  • Não modificáveis: idade e genética, que não podem ser alterados.
  • Modificáveis: hábitos e condições de saúde que podem ser controlados ou evitados ao longo da vida.

Em 2020, a revista científica Lancet reuniu uma comissão internacional liderada pela pesquisadora britânica Gill Livingston. O grupo identificou 12 fatores de risco modificáveis, responsáveis por até 40% dos casos de demência.

 Foto: Freepik

Um dos fatores mais importantes identificados é a baixa escolaridade durante a infância. Crianças com acesso limitado à educação formal apresentam menor estímulo cognitivo, o que reduz a chamada reserva cognitiva — a capacidade do cérebro de se adaptar e compensar lesões neurológicas.

Além disso, a baixa escolaridade costuma estar associada a condições socioeconômicas desfavoráveis, dificultando o acesso à saúde de qualidade e a uma alimentação adequada, fatores que também influenciam o desenvolvimento cerebral.

No Brasil, a baixa escolaridade aparece como o fator de maior peso, representando 7,7% do risco total de desenvolvimento de demência, segundo estudo liderado pelas professoras Claudia Suemoto (USP) e Cleusa Ferri (Unifesp).

Enquanto no mundo a redução estimada do risco chega a 40%, no Brasil esse índice é ainda mais alto: 48%. O dado reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para educação básica, controle da hipertensão arterial e diagnóstico precoce da perda auditiva, outro fator relevante.

A perda auditiva não tratada, comum na vida adulta, representa 5,6% do risco total no país, sendo considerada uma das principais portas de entrada para o declínio cognitivo.

Embora parte das ações preventivas dependa do poder público, especialistas reforçam que hábitos individuais também são determinantes. Entre eles estão:

  • Manter uma rotina de atividade física;
  • Controlar a pressão arterial e o diabetes;
  • Tratar problemas auditivos precocemente;
  • Evitar isolamento social com participação em atividades em grupo;
  • Reduzir o consumo de álcool e abandonar o tabagismo;
  • Buscar acompanhamento médico regular.

Essas medidas, adotadas desde cedo, podem fazer diferença significativa no envelhecimento e na qualidade de vida.

Um dos principais estudos sobre prevenção da demência é o Finger Project, iniciado na Finlândia pela pesquisadora Miia Kivipelto. O trabalho acompanhou 1.600 idosos com fatores de risco para a doença.

Os participantes que receberam orientações supervisionadas, incluindo exercícios físicos, acompanhamento nutricional e treino cognitivo, apresentaram 25% de melhora no desempenho cognitivo após dois anos.

O sucesso do estudo levou à criação da rede internacional World Wide Fingers, presente em mais de 40 países, incluindo o Brasil, que participa por meio da USP e da UFMG.

Cuidar da saúde desde a infância pode determinar o grau de autonomia na velhice. Em pacientes com demência, atividades simples como cozinhar, dirigir ou administrar finanças tornam-se inviáveis.

Portanto, agir sobre os fatores de risco modificáveis é uma forma concreta de promover uma velhice mais saudável, independente e com melhor qualidade de vida, reduzindo não apenas o impacto individual, mas também o peso social e econômico da doença.

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Brasil inicia tratamento com novo remédio contra Alzheimer https://folhadobrasiledomundo.com.br/brasil-inicia-tratamento-com-novo-remedio-contra-alzheimer/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/brasil-inicia-tratamento-com-novo-remedio-contra-alzheimer/#respond Fri, 05 Sep 2025 17:23:25 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=810 Primeiro tratamento antiamiloide chega ao país

Em abril de 2025, o Brasil aprovou o uso do Donanemabe, medicamento desenvolvido para tratar pacientes com Alzheimer em estágio inicial. O fármaco representa um marco na medicina nacional, sendo o primeiro tratamento antiamiloide disponível no país, e atua diretamente sobre a proteína Beta-amiloide, responsável por lesões nos neurônios associadas ao avanço da doença.

O tratamento é baseado em anticorpos monoclonais, que têm como objetivo reduzir o acúmulo da Beta-amiloide no cérebro. Essa tecnologia vem sendo apontada como uma das maiores promessas no combate ao Alzheimer, podendo retardar o avanço dos sintomas cognitivos em pacientes diagnosticados precocemente.

Apesar do avanço científico, o acesso ao Donanemabe ainda é restrito. O tratamento custa entre R$ 5.000 e R$ 24.000 mensais, dependendo da fase da doença e da dosagem necessária. Atualmente, o medicamento está disponível apenas na rede particular de saúde e em clínicas especializadas de algumas cidades brasileiras.

O Donanemabe integra uma nova classe de terapias também representada por medicamentos como o Aducanemabe e o Lecanemabe, já utilizados em países como Estados Unidos, Japão e nações da União Europeia. Esses tratamentos compartilham o mesmo objetivo: interromper ou retardar a progressão da doença de Alzheimer desde os primeiros estágios.

Embora considerado um avanço histórico, o uso do Donanemabe apresenta benefícios e limitações. Estudos indicam melhora no controle da progressão da doença, mas também apontam riscos de efeitos colaterais, como reações inflamatórias no cérebro. Além disso, o custo elevado ainda é um desafio para tornar o tratamento acessível a um número maior de pacientes no Brasil.

  • Medicamento: Donanemabe (Kinsula)
  • Indicação: Alzheimer em estágio inicial
  • Mecanismo de ação: Anticorpo monoclonal contra a proteína Beta-amiloide
  • Custo: R$ 5.000 a R$ 24.000 por mês
  • Disponibilidade: Apenas na rede privada de saúde
  • Impacto: Retarda a progressão da doença, mas com limitações e alto custo

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