brasil – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Thu, 18 Sep 2025 16:09:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png brasil – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 Brasil eliminado do Mundial de Vôlei: pior campanha da história marca fim precoce da seleção https://folhadobrasiledomundo.com.br/brasil-eliminado-do-mundial-de-volei-pior-campanha-da-historia-marca-fim-precoce-da-selecao/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/brasil-eliminado-do-mundial-de-volei-pior-campanha-da-historia-marca-fim-precoce-da-selecao/#respond Thu, 18 Sep 2025 16:09:06 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=1002 Queda precoce no Mundial choca fãs do vôlei brasileiro

A seleção brasileira masculina de vôlei, uma das mais vitoriosas do esporte mundial, foi eliminada de forma precoce no Mundial realizado nas Filipinas. A equipe comandada por Bernardinho, marcada por conquistas históricas em edições anteriores, deu adeus já na fase de grupos, configurando a pior campanha da história do Brasil em mundiais. O resultado negativo veio após a derrota para a Sérvia por 3 sets a 0 e a vitória da República Tcheca sobre a China, também por 3 a 0, combinação que deixou a seleção fora até mesmo do top 16 da competição. Essa eliminação surpreendeu torcedores e especialistas, já que o Brasil, tradicionalmente, sempre esteve entre os favoritos ao título.

O Brasil iniciou sua campanha com vitória sobre a China por 3 sets a 1 e manteve o bom desempenho contra a República Tcheca, vencendo por 3 a 0. No entanto, a derrota pesada para a Sérvia comprometeu as chances da equipe. O regulamento exigia que os chineses, já sem chances, tirassem ao menos dois sets da República Tcheca para manter o Brasil vivo na disputa. Isso não aconteceu, e o triunfo tcheco em sets diretos sacramentou a eliminação brasileira. Na tabela final, o Brasil terminou em terceiro no Grupo H, atrás da Sérvia e da própria República Tcheca, resultado que impediu a classificação para as oitavas de final.

A eliminação representou um marco negativo na trajetória da seleção masculina. Até então, o pior resultado do Brasil havia sido um 11º lugar em 1956. Desde 1978, a seleção sempre figurou entre os seis melhores colocados, consolidando-se como potência do vôlei mundial. Além disso, em mais de quatro décadas, o time conquistou títulos, finais consecutivas e uma hegemonia que inspirou outras gerações. O desempenho atual, com duas vitórias e uma derrota, não foi suficiente diante dos critérios de desempate, e o peso histórico da eliminação acentuou ainda mais o impacto da campanha.

Além da eliminação dentro das quadras, a seleção também foi marcada por um momento de luto. Maria Ângela Rocha de Rezende, mãe do técnico Bernardinho, faleceu aos 90 anos durante a competição. Emocionado, o treinador cantou o hino nacional às lágrimas antes da partida contra a Sérvia. O episódio comoveu jogadores e torcedores, que viram o comandante, conhecido por sua intensidade e energia, em um momento de fragilidade. A perda pessoal somada à eliminação esportiva trouxe um clima de tristeza para o grupo, que encerrou sua participação de forma amarga.

A saída precoce do Brasil mexe não apenas com a autoestima dos torcedores, mas também com a imagem do vôlei brasileiro no cenário internacional. O país, considerado referência em formação de talentos e dono de múltiplas medalhas olímpicas e mundiais, passa agora por um período de reflexão sobre renovação e estratégias. Enquanto seleções como a Sérvia e a própria República Tcheca avançaram, o Brasil ficou limitado a disputar colocações inferiores, podendo no máximo figurar entre o 17º e o 20º lugar. A queda abre espaço para novas forças se consolidarem, enquanto a seleção brasileira repensa seu futuro.

A eliminação inédita escancara a necessidade de ajustes dentro da seleção. Embora ainda conte com nomes experientes, o time mostrou dificuldades em manter a consistência, especialmente em partidas decisivas. Para os próximos ciclos, especialistas apontam a urgência de mesclar jovens talentos com a experiência de veteranos, além de rever estratégias táticas. A derrota histórica pode servir como ponto de virada, transformando a frustração em motivação para reconstruir a imagem vitoriosa da seleção masculina de vôlei.

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Sete hospitais do SUS entram para ranking dos melhores do mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br/sete-hospitais-do-sus-entram-para-ranking-dos-melhores-do-mundo/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/sete-hospitais-do-sus-entram-para-ranking-dos-melhores-do-mundo/#respond Mon, 15 Sep 2025 16:21:52 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=957 Brasil tem 22 instituições de saúde reconhecidas pela excelência internacional

O Brasil conquistou destaque no cenário internacional da saúde. A revista americana Newsweek divulgou seu ranking anual dos melhores hospitais do mundo em 2026, e o país apareceu com 22 instituições reconhecidas pela qualidade de seus serviços — sendo 15 privadas e sete públicas vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os hospitais públicos brasileiros que entraram na lista estão nomes de referência nacional, como o Hospital das Clínicas da USP, em São Paulo, o Instituto do Coração (InCor) e o Hospital das Clínicas da Unicamp, em Campinas. Essas unidades se juntam a gigantes mundiais da medicina, como a Cleveland Clinic, o Johns Hopkins Hospital e a Mayo Clinic-Rochester, confirmando a relevância do sistema de saúde brasileiro.

O levantamento é resultado de uma parceria entre a Newsweek e a empresa global de pesquisa Statista. A análise avaliou 12 especialidades médicas, incluindo cardiologia, oncologia, pediatria, neurocirurgia, urologia, cirurgia cardíaca, endocrinologia, gastroenterologia, pneumologia e ortopedia.

Diferentemente de outros rankings, a lista não segue uma ordem de classificação, mas apresenta um panorama abrangente da excelência hospitalar ao redor do mundo.

O método utilizado combina diferentes fontes de informação:

  • recomendações de profissionais de saúde;
  • acreditações e certificações institucionais;
  • resultados da Pesquisa de Implementação de PROMs (Patient-Reported Outcome Measures), que avalia os resultados de tratamento sob a perspectiva dos próprios pacientes.

Esses PROMs medem pontos fundamentais como melhora dos sintomas, qualidade de vida após o atendimento e satisfação geral, oferecendo uma visão real da efetividade do cuidado hospitalar.

Sete hospitais do SUS foram reconhecidos pela excelência no atendimento, estrutura e resultados alcançados. Confira os destaques:

  • Hospital das Clínicas da Unicamp – Campinas (SP)
  • Hospital das Clínicas da USP – São Paulo (SP)
  • Hospital de Ensino da UNIFESP – São Paulo (SP)
  • Hospital Municipal Infantil Menino Jesus – São Paulo (SP)
  • Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – São Paulo (SP)
  • Instituto do Coração (InCor) – São Paulo (SP)
  • Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (INTO) – Rio de Janeiro (RJ)

Essas unidades públicas atendem milhares de pacientes todos os anos, oferecendo desde tratamentos de alta complexidade até atendimento de rotina, sempre integrando ensino, pesquisa e assistência médica.

Além dos hospitais públicos, 15 instituições privadas e filantrópicas do Brasil também figuram no ranking mundial. Entre os nomes mais conhecidos estão o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Sírio-Libanês, o A.C. Camargo Cancer Center e a Beneficência Portuguesa de São Paulo.

Muitos desses hospitais mantêm parceria com o SUS, atendendo uma parcela significativa da população em tratamentos especializados, como oncologia pediátrica e cirurgias de alta complexidade.

A presença de hospitais públicos brasileiros em uma lista internacional tão prestigiada é um marco importante. O reconhecimento evidencia a qualidade técnica, a capacidade de inovação e a dedicação de profissionais que atuam no SUS, muitas vezes enfrentando desafios de infraestrutura e financiamento.

Esse destaque internacional também valoriza a medicina acadêmica brasileira, já que muitos desses hospitais são ligados a universidades públicas e cumprem papel essencial na formação de médicos e pesquisadores.

Ao todo, o ranking reúne hospitais de diversos países considerados referência em saúde, como Estados Unidos, Alemanha, Japão e Canadá. O fato de o Brasil figurar ao lado dessas potências demonstra que o país está alinhado com padrões globais de atendimento hospitalar.

Especialistas ressaltam que a combinação de inovação, ensino e atendimento humanizado contribuiu para que as instituições brasileiras se destacassem. Além disso, a inclusão de hospitais do SUS reforça a importância do sistema público como modelo de acesso universal e gratuito à saúde.

A presença de sete hospitais públicos brasileiros no ranking dos melhores do mundo em 2026 é motivo de orgulho e reconhecimento internacional. O destaque mostra que, apesar dos desafios, o Sistema Único de Saúde é capaz de oferecer atendimento de excelência e competir em nível global com alguns dos centros médicos mais respeitados do planeta.

Esse resultado fortalece a credibilidade da saúde pública brasileira e reafirma o compromisso do país com a inovação, a qualidade de vida dos pacientes e o avanço científico na medicina.

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STF condena Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão em julgamento histórico https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-condena-jair-bolsonaro-a-27-anos-de-prisao-em-julgamento-historico/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-condena-jair-bolsonaro-a-27-anos-de-prisao-em-julgamento-historico/#respond Fri, 12 Sep 2025 17:26:15 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=933 Em uma decisão inédita, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Essa é a primeira vez na história do Brasil que um ex-chefe de Estado é punido por articular a ruptura da ordem democrática.

A pena imposta a Bolsonaro foi dividida em duas partes: 24 anos e 9 meses de reclusão, que deve ser cumprida em regime fechado, e 2 anos e 6 meses de detenção, em regime semiaberto ou aberto.

Como a sentença ultrapassa oito anos, a legislação determina que o cumprimento inicial seja em regime fechado. Além disso, o ex-presidente foi condenado a 124 dias-multa, cada um calculado em dois salários mínimos, o que pode gerar um valor superior a R$ 300 mil.

Pela Lei da Ficha Limpa, Bolsonaro ficará inelegível até oito anos após o cumprimento total da pena, afastando qualquer possibilidade de candidatura política nesse período.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou cinco acusações principais contra o ex-presidente, todas acatadas pela maioria dos ministros do STF:

  • Organização criminosa armada
  • Tentativa de golpe de Estado
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Dano qualificado ao patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado

Segundo o relator Alexandre de Moraes, Bolsonaro liderou uma estrutura organizada que utilizou recursos do Estado e apoio de militares para desacreditar o sistema eleitoral e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

O julgamento foi conduzido pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux.

  • Alexandre de Moraes (relator): apontou Bolsonaro como líder da organização criminosa.
  • Flávio Dino: reforçou a tese de que houve atos executórios de golpe, e não apenas preparativos.
  • Cármen Lúcia: considerou que existiu “prova cabal” de articulação para romper a ordem democrática.
  • Cristiano Zanin: acompanhou integralmente o relator, destacando que o grupo operava de forma armada e estruturada.
  • Luiz Fux: foi o único voto divergente, defendendo a absolvição por entender que não caberia ao STF julgar Bolsonaro, já que ele não possui mais foro privilegiado.

O placar final foi de 4 votos a 1 pela condenação.

Além do ex-presidente, outros sete aliados próximos receberam penas significativas:

  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil): 26 anos de prisão.
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha): 24 anos.
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça): 24 anos.
  • Augusto Heleno (ex-ministro do GSI): 21 anos.
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa): 19 anos.
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal): 16 anos e perda do mandato.
  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens): 2 anos em regime aberto, devido a acordo de delação premiada.

Segundo a acusação, esses réus integravam o núcleo central da trama golpista, executando ações que iam desde o planejamento até o financiamento de atos antidemocráticos.

O julgamento teve como pano de fundo os eventos ocorridos após as eleições de 2022. Investigações da Polícia Federal revelaram que Bolsonaro e seus aliados discutiram minutas de intervenção militar, atacaram publicamente o sistema eleitoral e incentivaram manifestações em frente a quartéis.

No dia 8 de janeiro de 2023, apoiadores do ex-presidente invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF, em Brasília. O episódio foi considerado pela Corte como a materialização das articulações golpistas.

Apesar da condenação, Bolsonaro e os demais réus não serão presos imediatamente. Isso porque ainda cabem recursos, como embargos de declaração e embargos infringentes, que podem alterar pontos da decisão.

A execução da pena só ocorrerá após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.

Atualmente, Bolsonaro já cumpre prisão preventiva domiciliar, decretada em agosto por descumprir medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.

A decisão do STF provocou forte impacto no cenário político brasileiro. Setores aliados a Bolsonaro defendem a possibilidade de anistia no Congresso, enquanto juristas consideram a condenação um marco histórico na proteção da democracia.

No plano internacional, a sentença também gerou repercussões. Críticos compararam o caso ao julgamento do ex-presidente norte-americano Donald Trump, investigado após a invasão do Capitólio em 2021.

A condenação de Jair Bolsonaro representa um divisor de águas na história do Brasil. O STF reafirmou a importância da preservação do Estado Democrático de Direito e estabeleceu um precedente para futuras tentativas de ruptura institucional.

O processo segue em tramitação até o esgotamento de todos os recursos, mas, desde já, a sentença coloca Bolsonaro e seus aliados entre os principais réus de um dos capítulos mais marcantes da política nacional.

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Brasil perde para Bolívia na altitude, fecha Eliminatórias com pior campanha da história e aumenta pressão sobre Ancelotti https://folhadobrasiledomundo.com.br/brasil-perde-para-bolivia-na-altitude-fecha-eliminatorias-com-pior-campanha-da-historia-e-aumenta-pressao-sobre-ancelotti/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/brasil-perde-para-bolivia-na-altitude-fecha-eliminatorias-com-pior-campanha-da-historia-e-aumenta-pressao-sobre-ancelotti/#respond Wed, 10 Sep 2025 13:07:42 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=870 Derrota histórica expõe fragilidade da Seleção Brasileira

O Brasil encerrou sua participação nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026 com um resultado que entrou para a história de forma negativa. A derrota por 1 a 0 para a Bolívia, nesta terça-feira (9), em El Alto, a 4.100 metros de altitude, consolidou a pior campanha brasileira desde a adoção do formato de pontos corridos, em 1996.

Com apenas 28 pontos conquistados em 18 jogos, a Seleção terminou em quinto lugar, somando oito vitórias, quatro empates e seis derrotas. O aproveitamento de 51% contrasta com o peso da camisa canarinha, que até então nunca havia encerrado uma campanha com menos de 30 pontos.

O técnico Carlo Ancelotti preparou a equipe para enfrentar as condições extremas de El Alto, mas a estratégia não foi suficiente. A Bolívia, empurrada pela torcida e motivada pela chance de disputar a repescagem, dominou boa parte da partida.

O lance decisivo aconteceu no primeiro tempo, quando o árbitro marcou pênalti de Bruno Guimarães sobre o lateral Roberto, após revisão do VAR. Miguelito, revelado no Santos e atualmente no América-MG, converteu a cobrança e decretou a vitória boliviana.

Os números evidenciam o domínio: enquanto a Bolívia finalizou 23 vezes, sendo nove no alvo, o Brasil chutou apenas dez vezes, com apenas três defesas difíceis para o goleiro Lampe.

Mais do que a derrota na altitude, o que chama atenção é a instabilidade ao longo de todo o torneio. A Seleção acumulou tropeços marcantes, incluindo a goleada por 4 a 1 sofrida diante da Argentina e a inédita derrota em casa para os próprios argentinos, no Maracanã.

A falta de consistência foi agravada pelas mudanças de comando técnico: Fernando Diniz iniciou o ciclo, Dorival Júnior assumiu em seguida, e Ancelotti chegou na reta final. Essa alternância prejudicou a construção de um modelo de jogo sólido e enfraqueceu o desempenho coletivo.

Enquanto a Seleção Brasileira saiu de campo sob desconfiança, os bolivianos comemoraram intensamente. A vitória contra o Brasil, somada ao tropeço da Venezuela, garantiu à Bolívia o sétimo lugar e a vaga na repescagem. O feito representa a possibilidade de disputar uma Copa do Mundo após 32 anos de ausência, um marco histórico para o país.

O Estádio Municipal de El Alto, o segundo mais alto do mundo, foi palco de lágrimas, festa e emoção da torcida boliviana, que transformou a vitória em um momento de renascimento do futebol nacional.

Desde 1996, quando o sistema de pontos corridos foi implantado, o Brasil sempre superou a marca de 30 pontos. Mesmo em 2002, ano turbulento em que terminou em terceiro lugar, a equipe conseguiu se recuperar e conquistar o pentacampeonato no Mundial da Coreia do Sul e do Japão.

O contraste com 2025 é inevitável. Embora a classificação direta esteja garantida devido ao aumento de vagas na Copa, o desempenho levanta dúvidas sobre a capacidade da Seleção em chegar competitiva ao torneio. No antigo formato, o Brasil teria que disputar a repescagem intercontinental.

Com apenas nove meses até o início da Copa do Mundo, Carlo Ancelotti enfrenta enorme pressão. A Seleção terá três janelas de amistosos, incluindo compromissos na Ásia contra Coreia do Sul e Japão em outubro, que serão fundamentais para ajustes.

Apesar de garantir a condição de cabeça de chave no sorteio do Mundial, o Brasil chega ao torneio sob forte desconfiança. O grande desafio será reconstruir a identidade da equipe, ajustar a defesa, aumentar a eficiência no ataque e, sobretudo, reconquistar a confiança do torcedor.

A pior campanha da história não apenas entrou para os registros, mas também funcionou como alerta: o caminho para buscar o hexa será mais desafiador do que nunca.

Referências:

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Manifestação pró-Bolsonaro reúne 42,2 mil pessoas na Avenida Paulista e pede anistia https://folhadobrasiledomundo.com.br/manifestacao-pro-bolsonaro-reune-422-mil-pessoas-na-avenida-paulista-e-pede-anistia/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/manifestacao-pro-bolsonaro-reune-422-mil-pessoas-na-avenida-paulista-e-pede-anistia/#respond Sun, 07 Sep 2025 22:03:20 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=831 Ato leva multidão à Paulista no 7 de Setembro

O ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado neste domingo (7) na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 42,2 mil pessoas, segundo levantamento com uso de drones e inteligência artificial. No ápice da manifestação, às 16h03, o público variou entre 37,1 mil e 47,3 mil participantes, considerando a margem de erro de 12%. Em comparação, no 7 de Setembro de 2024, a mobilização na mesma avenida havia registrado 45,4 mil pessoas.

O levantamento mostra que o número de manifestantes neste domingo foi superior ao registrado no ato de agosto deste ano, quando 37,6 mil pessoas participaram, mas ficou abaixo da mobilização de abril, que reuniu 44,9 mil apoiadores. Em junho, apenas 12,4 mil haviam comparecido. Já no Rio de Janeiro, outra manifestação neste 7 de Setembro levou 42,7 mil pessoas à orla de Copacabana.

O principal foco do ato em São Paulo foi o pedido de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Cartazes e discursos cobraram do Congresso Nacional a votação da proposta. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que não houve crime em 8 de janeiro e defendeu a candidatura de Bolsonaro em 2026. Ele também pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que paute a votação da anistia.

Foto: Nelson Almeida/AFP

Impedido de comparecer por estar em prisão domiciliar, Bolsonaro foi representado por aliados próximos. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro discursou emocionada, afirmando que o marido é vítima de perseguição política e que sua liberdade foi cerceada. Também falaram o pastor Silas Malafaia, que atacou o ministro Alexandre de Moraes, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o deputado Sóstenes Cavalcante, que classificou o Judiciário como autoritário.

O ato acontece às vésperas da retomada do julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para esta terça-feira (9). Bolsonaro responde por tentativa de golpe de Estado e mais quatro crimes, podendo pegar até 43 anos de prisão caso seja condenado. Ao mesmo tempo, cresce a pressão no Congresso para que seja votada uma anistia geral. Enquanto aliados defendem que o perdão inclua o ex-presidente, setores do Senado discutem uma proposta alternativa que exclui Bolsonaro, mas reduz penas de outros condenados.

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Desfile de 7 de Setembro tem “Brasil Soberano”, presença de Lula e ausência do STF https://folhadobrasiledomundo.com.br/desfile-de-7-de-setembro-tem-brasil-soberano-presenca-de-lula-e-ausencia-do-stf/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/desfile-de-7-de-setembro-tem-brasil-soberano-presenca-de-lula-e-ausencia-do-stf/#respond Sun, 07 Sep 2025 15:28:29 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=827 Governo lança campanha “Brasil Soberano”

O desfile cívico-militar de 7 de Setembro de 2025, realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, foi marcado pelo novo slogan do governo federal: “Brasil soberano”. Bonés nas cores verde, azul e amarelo foram distribuídos ao público como símbolo da campanha, criada após o tarifaço dos Estados Unidos contra o país. O evento começou às 9h10, com a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em carro aberto e a tradicional revista às tropas a bordo do Rolls Royce presidencial.

Diferente de anos anteriores, nenhum dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) participou da solenidade. A ausência ocorreu em meio ao julgamento da suposta trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Também não compareceram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Já a Câmara dos Deputados foi representada por seu presidente, Hugo Motta (Republicanos-PB), que acompanhou Lula no palanque.

Cerca de 30 ministros de Estado estiveram presentes no desfile, entre eles Ricardo Lewandowski (Justiça), Marina Silva (Meio Ambiente), Simone Tebet (Planejamento), Margareth Menezes (Cultura), Geraldo Alckmin (Indústria) e José Múcio (Defesa). O evento também contou com a presença de lideranças do Congresso, como Rogério Carvalho (PT-SE) e Lindbergh Farias (PT-RJ). O público lotou arquibancadas e palanques montados ao longo da Esplanada.

Durante a passagem do presidente e da primeira-dama, Janja da Silva, parte da arquibancada entoou gritos de “sem anistia”. O protesto aconteceu poucos dias após o início do julgamento no Supremo sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de envolvimento em tentativa de golpe de Estado. Apesar das manifestações, Lula cumprimentou apoiadores ao final da cerimônia, mas não concedeu declarações à imprensa.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O esquema de segurança mobilizou tropas da Polícia Militar do Distrito Federal e equipes especializadas para garantir a tranquilidade do evento. Os acessos à Esplanada foram controlados por linhas de revista, e o uso de drones, garrafas de vidro, objetos perfurocortantes, mastros de bandeira e fogos de artifício foi proibido. A Praça dos Três Poderes permaneceu isolada e protegida por grades. Equipes de emergência, combate a incêndio e reforço policial na 5ª Delegacia de Polícia também foram acionados.

Enquanto o Exército, a Marinha e a Aeronáutica realizavam exibições na Esplanada, grupos de direita e esquerda se concentraram em pontos de Brasília para protestar. O desfile contou com demonstrações da força militar brasileira e participação de civis, autoridades e estudantes. O evento, que celebra a Independência do Brasil, foi acompanhado por milhares de pessoas sob forte esquema de segurança.

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Operação Psicose: polícia desarticula maior rede de venda de cogumelos mágicos do Brasil https://folhadobrasiledomundo.com.br/operacao-psicose-policia-desarticula-maior-rede-de-venda-de-cogumelos-magicos-do-brasil/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/operacao-psicose-policia-desarticula-maior-rede-de-venda-de-cogumelos-magicos-do-brasil/#respond Thu, 04 Sep 2025 15:46:39 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=793

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (4), a Operação Psicose, considerada a maior ofensiva já realizada no país contra a produção e distribuição de cogumelos alucinógenos. A ação resultou em nove prisões preventivas e na apreensão de mais de 3 mil pacotes do entorpecente, enviados para todo o Brasil.

Ver Post

De acordo com os investigadores, a organização criminosa operava em pelo menos oito estados: Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Espírito Santo.

A apuração revelou que o grupo usava redes sociais, sites com aparência profissional e até influenciadores digitais para atrair clientes, em sua maioria jovens frequentadores de festas de música eletrônica. Os produtos eram anunciados de forma detalhada — com catálogo, fotos, descrições de efeitos e opções de pagamento via Pix, cartão e transferências.

Segundo a PCDF, os criminosos enviavam os pedidos de forma discreta pelos Correios e transportadoras privadas, no modelo de comércio eletrônico conhecido como dropshipping — em que o vendedor não mantém estoque físico visível.

As investigações levaram a Curitiba (PR), onde a polícia localizou o centro de produção e distribuição da rede, com capacidade para fabricar até 200 quilos de cogumelos por mês. Entre 2024 e 2025, foram identificadas 3.718 encomendas enviadas apenas para o Distrito Federal, somando mais de 1,3 tonelada de cogumelos.

O grupo também mantinha empresas de fachada no Paraná e em Santa Catarina, registradas como comércios de alimentos, usadas para lavagem de dinheiro. A estimativa é que a rede tenha movimentado R$ 26 milhões em apenas um ano, chegando a faturar R$ 200 mil por dia.

Entre os presos estão dois universitários brasilienses: Igor Tavares Mirailh e Lucas Tauan Fernandes Miguins, apontados como líderes de uma das células da organização criminosa no Distrito Federal.

De acordo com a investigação, eles eram responsáveis por manter laboratórios improvisados, cultivando diferentes espécies de cogumelos e comercializando os produtos em três formatos: desidratados, encapsulados ou misturados ao mel.

Os dois também administravam um grupo exclusivo no WhatsApp, onde clientes trocavam experiências, recebiam instruções de consumo e sugestões de novas compras — uma estratégia de fidelização que transformava consumidores em parte de uma comunidade em torno da droga.

Os chamados “cogumelos mágicos” contêm psilocibina, substância psicodélica que altera a percepção sensorial, a noção de tempo e espaço e pode provocar experiências emocionais e visuais intensas.

Apesar de pesquisas científicas em andamento sobre possíveis usos terapêuticos, a psilocibina é proibida pela Anvisa no Brasil. Assim, sua produção, comércio e consumo são enquadrados como crime de tráfico de drogas.

Os investigados vão responder por:

  • Tráfico de drogas qualificado
  • Lavagem de dinheiro
  • Organização criminosa
  • Crime ambiental (por disseminação de espécies)
  • Publicidade abusiva
  • Curandeirismo

Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

Referências:

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Brasil vence a França em jogo emocionante e avança à semifinal do Mundial de Vôlei Feminino https://folhadobrasiledomundo.com.br/brasil-vence-a-franca-em-jogo-emocionante-e-avanca-a-semifinal-do-mundial-de-volei-feminino/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/brasil-vence-a-franca-em-jogo-emocionante-e-avanca-a-semifinal-do-mundial-de-volei-feminino/#respond Thu, 04 Sep 2025 14:52:56 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=790 A seleção brasileira garantiu vaga na semifinal do Mundial de Vôlei Feminino após uma vitória eletrizante sobre a França, por 3 sets a 0, nesta quarta-feira (3). Apesar do placar direto, o duelo foi marcado por muita emoção e sets disputadíssimos, com parciais de 27/25, 33/31 e 25/19.

O confronto começou equilibrado, com o Brasil abrindo vantagem no primeiro set, mas permitindo a reação francesa. Com boas atuações de Roberta, Julia Bergmann e Gabi, a equipe brasileira conseguiu fechar o set em 27 a 25, após um erro de rede da França.

Na segunda parcial, o drama foi ainda maior. A França chegou a liderar por 19 a 15, mas o Brasil reagiu com sequência de pontos. Após trocas de match points para os dois lados, o time comandado por José Roberto Guimarães confirmou a vitória no set por 33 a 31 com um ataque decisivo de Gabi.

O terceiro set foi mais controlado. O Brasil conseguiu abrir vantagem logo no início e contou com a queda de rendimento de Cazaute e Ndiaye, destaques francesas nas primeiras etapas. Com bloqueios certeiros e saques mais eficientes, as brasileiras fecharam em 25 a 19, garantindo a classificação.

Mesmo com erros no início, Julia Bergmann se recuperou e foi fundamental na vitória, anotando 18 pontos. Gabi também teve papel importante, finalizando o jogo com 13 pontos, enquanto Rosamaria se destacou pelo alto aproveitamento ofensivo.

Do lado francês, Cazaute foi a maior pontuadora do confronto, com 20 pontos, mas não conseguiu evitar a derrota.

O próximo desafio será contra a Itália, atual campeã olímpica e invicta há 34 partidas, na semifinal do Mundial. O duelo está marcado para sábado (7), às 9h30 (de Brasília).

Apesar da sequência impressionante das italianas, a última derrota da equipe europeia foi justamente para o Brasil, em junho do ano passado, pela Liga das Nações — fato que mantém viva a esperança do título inédito.

Referências:

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Bolsonaro pode ser preso após julgamento no STF? Veja os cenários possíveis https://folhadobrasiledomundo.com.br/bolsonaro-pode-ser-preso-apos-julgamento-no-stf-veja-os-cenarios-possiveis/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/bolsonaro-pode-ser-preso-apos-julgamento-no-stf-veja-os-cenarios-possiveis/#respond Sun, 31 Aug 2025 13:16:15 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=707 STF inicia julgamento de Bolsonaro e aliados por suposta trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta semana o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete aliados, acusados de participação em uma trama golpista para tentar impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O processo está sendo analisado pela Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin.

Bolsonaro responde a cinco acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e ameaça grave, além de deterioração de patrimônio tombado.

Apesar das especulações, a jurisprudência do STF estabelece que um réu condenado a regime fechado só pode ser preso após o julgamento de recursos iniciais, como os embargos de declaração. Isso significa que, mesmo em caso de condenação, Bolsonaro não seria levado imediatamente a uma prisão comum.

Um exemplo semelhante ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, condenado em 2023 a oito anos e dez meses de prisão por corrupção. A execução da pena só foi determinada após a análise dos recursos, em abril de 2025.

O caso de Bolsonaro, entretanto, tem um fator diferente: o ex-presidente já cumpre prisão domiciliar em outro processo. Caso a Primeira Turma entenda que há risco de fuga ou descumprimento de medidas cautelares, ele pode ser transferido diretamente para um presídio, como o Complexo da Papuda ou a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Além disso, Bolsonaro também é investigado em outro inquérito no STF que apura suposta coação no curso do processo e ataques à soberania nacional. Nesse caso, existe a possibilidade de decretação de prisão preventiva.

Além do ex-presidente, outros sete aliados serão julgados no mesmo processo:

  • Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin, acusado de propagar fake news sobre fraudes eleitorais.
  • Almir Garnier Santos: ex-comandante da Marinha, teria colocado tropas à disposição para apoiar o golpe.
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça, acusado de auxiliar juridicamente o plano golpista.
  • Augusto Heleno: ex-ministro do GSI, teria participado de lives questionando as urnas eletrônicas.
  • Mauro Cid: ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator, participou ativamente de reuniões e troca de mensagens sobre o plano.
  • Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa, teria apresentado decreto que buscava anular as eleições de 2022.
  • Walter Braga Netto: general da reserva e ex-ministro, é o único preso preventivamente, acusado de financiar acampamentos e até planejar atentado contra o ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Cristiano Zanin convocou sessões extraordinárias para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025, além das sessões ordinárias de 2 e 9 de setembro. A expectativa é que até o dia 12 a Primeira Turma finalize a análise da ação penal.

A defesa dos réus afirma que não existem provas que comprovem a ligação dos acusados com a suposta tentativa de golpe. Já a PGR sustenta que Bolsonaro liderava o grupo e pretendia se manter no poder mesmo após a derrota nas urnas.

A decisão sobre condenar ou absolver Bolsonaro e seus aliados ficará nas mãos dos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino. Caso haja condenação, o colegiado definirá também onde os réus deverão cumprir pena.

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Megaoperação da Polícia Federal desmantela esquema bilionário do PCC no Brasil https://folhadobrasiledomundo.com.br/megaoperacao-da-policia-federal-desmantela-esquema-bilionario-do-pcc-no-brasil/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/megaoperacao-da-policia-federal-desmantela-esquema-bilionario-do-pcc-no-brasil/#respond Fri, 29 Aug 2025 12:43:32 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=692 A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), deflagrou nesta quinta-feira (28) a maior operação da história contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A facção é suspeita de movimentar mais de R$ 140 bilhões em um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro que atingiu diversos setores da economia.


A ação, batizada de Operação Carbono Oculto, contou com apoio de 1,4 mil agentes em oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Goiás.

Foram cumpridos mais de 400 mandados de busca, apreensão e prisão, incluindo escritórios localizados na Avenida Faria Lima, em São Paulo — centro financeiro do Brasil. Só nesse endereço, 42 ordens judiciais foram executadas.


Segundo as investigações, o PCC montou uma rede complexa para infiltrar-se no setor de combustíveis, controlando desde a plantação de cana-de-açúcar até a adulteração da gasolina nas bombas.

A facção utilizava empresas de fachada, transportadoras e distribuidoras para escoar combustíveis adulterados em mais de 2,5 mil postos em São Paulo e em outros estados. Além disso, quatro refinarias e 1,6 mil caminhões estariam a serviço da organização criminosa.

O grupo também importava irregularmente metanol pelo Porto de Paranaguá (PR), substância que era desviada e misturada a etanol e gasolina para abastecer a rede controlada pelos criminosos.


O dinheiro obtido com as fraudes era ocultado por meio de operações financeiras sofisticadas. Estima-se que ao menos 40 fundos de investimento foram utilizados para lavar os recursos ilícitos, muitos deles operados por fintechs sediadas em São Paulo.

A facção ainda investiu em fazendas, usinas de etanol, caminhões e até um terminal portuário, ampliando sua presença no mercado formal. Segundo a Receita Federal, essa infiltração representa um risco grave para a economia, já que mistura atividades lícitas e ilícitas, dificultando o rastreamento.


A Justiça Federal determinou o bloqueio e sequestro de mais de R$ 3,2 bilhões em bens ligados ao esquema. Entre os itens confiscados estão:

  • 141 veículos;
  • 192 imóveis;
  • 2 embarcações;
  • Suspensão imediata de 21 fundos de investimento.

Ao todo, 41 pessoas físicas e 255 empresas tiveram recursos bloqueados.


Dos 14 alvos de prisão preventiva, apenas seis foram localizados até o momento. A PF investiga se houve vazamento de informações que permitiu a fuga de parte dos envolvidos.

Os crimes atribuídos aos suspeitos incluem:

  • organização criminosa;
  • lavagem de dinheiro;
  • adulteração de combustíveis;
  • fraude fiscal;
  • estelionato;
  • crimes ambientais.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que os resultados divulgados até agora representam apenas “a ponta do iceberg”, já que os materiais apreendidos podem revelar outros grupos ligados ao esquema.

Para a subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Chaves, o crime organizado deixou de atuar apenas no tráfico de drogas e passou a infiltrar-se na economia real, com forte presença no mercado financeiro e concorrendo de forma desleal com empresas legítimas.


De acordo com o Ministério da Fazenda, o PCC montou um verdadeiro império econômico. Além de usinas e postos de combustíveis, a facção adquiriu refinarias e utilizava ameaças e pagamentos em dinheiro vivo para assumir negócios no setor.

O esquema envolvia desde a plantação de cana até a distribuição nos postos, passando pela importação irregular de produtos químicos, adulteração e revenda em larga escala.


Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a megaoperação representa a “maior resposta já dada ao crime organizado no Brasil”.

Especialistas apontam que a dimensão do esquema mostra como facções criminosas estão cada vez mais integradas ao mercado formal e utilizam o sistema financeiro para expandir sua influência econômica dentro e fora do país, com ramificações confirmadas na América Latina e na Europa.

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