chatgpt – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Fri, 12 Sep 2025 18:39:55 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png chatgpt – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 O que acontece com seu cérebro ao usar IA diariamente? Estudos revelam impactos na cognição e na saúde mental https://folhadobrasiledomundo.com.br/o-que-acontece-com-seu-cerebro-ao-usar-ia-diariamente-estudos-revelam-impactos-na-cognicao-e-na-saude-mental/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/o-que-acontece-com-seu-cerebro-ao-usar-ia-diariamente-estudos-revelam-impactos-na-cognicao-e-na-saude-mental/#respond Fri, 12 Sep 2025 18:39:53 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=943 O uso crescente de ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, tem levantado questionamentos sobre seus efeitos na mente humana. Pesquisas recentes do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e estudos publicados na revista Societies apontam que a dependência excessiva dessas tecnologias pode comprometer habilidades como memória, atenção, raciocínio crítico e até mesmo a saúde mental.

De acordo com o MIT, pessoas que utilizam IA constantemente para escrever ou resolver tarefas tendem a apresentar menor ativação criativa e dificuldades para lembrar ou explicar conteúdos produzidos com ajuda da máquina. O fenômeno conhecido como “descarregamento cognitivo” faz com que o cérebro se acostume a terceirizar processos mentais, reduzindo o esforço intelectual necessário para pensar de forma autônoma.

Os estudos mostraram ainda que usuários que escreveram com apoio da IA tiveram menos conexão com seus próprios textos, enquanto aqueles que produziram sem auxílio demonstraram maior engajamento cerebral, originalidade e curiosidade.

Além da cognição, a IA pode afetar a saúde emocional. Pesquisadores alertam para o risco de dependência tecnológica e emocional, gerando sentimentos de solidão, ansiedade e até redução da autoconfiança. A interação frequente com chatbots pode levar à diminuição da socialização, comprometendo a capacidade de estabelecer vínculos interpessoais.

Especialistas explicam que, ao se apoiar demais na IA, o indivíduo perde a prática de resolver problemas complexos sozinho, tornando-se mais suscetível a sensações de inadequação e desamparo psicológico.

Um ponto de atenção está no uso da inteligência artificial por crianças e adolescentes. Como seus cérebros ainda estão em desenvolvimento, a dependência de ferramentas como o ChatGPT pode comprometer habilidades fundamentais, como pensamento crítico, autonomia intelectual e capacidade de argumentação.

Adultos, por outro lado, tendem a ser menos afetados, já que possuem bagagem cognitiva consolidada. Nesse caso, a IA pode ser uma aliada, auxiliando na automação de tarefas repetitivas, como elaboração de relatórios e resumos, permitindo que o usuário concentre esforços em atividades criativas e estratégicas.

O estudo publicado na Societies destacou ainda os riscos em áreas como direito e ciência forense, onde a tomada de decisão depende de análises críticas rigorosas. A confiança cega em sistemas de IA pode introduzir erros graves em julgamentos e investigações.

Entre os riscos apontados estão:

  • Dados não verificados: IA pode gerar informações incorretas, mas convincentes.
  • Erosão da especialização: profissionais podem perder habilidades críticas ao terceirizar decisões complexas.
  • Responsabilidade reduzida: erros podem ser atribuídos à tecnologia, diminuindo a accountability humana.

Os especialistas ressaltam que a IA deve ser vista como ferramenta complementar, e não substituta do pensamento humano. Para isso, algumas práticas podem ser seguidas:

  • Usar IA para tarefas repetitivas, preservando a criatividade para o usuário.
  • Equilibrar o tempo de uso com atividades que exijam raciocínio crítico e interação social.
  • Estabelecer limites claros para evitar dependência emocional ou intelectual.
  • Promover treinamento e regulamentação em áreas profissionais de risco.

Um paralelo pode ser feito com a chegada das calculadoras eletrônicas nos anos 1970: embora tenham facilitado operações básicas, os exames se tornaram mais complexos, exigindo raciocínio lógico avançado. Com a IA, o desafio é ainda maior, mas o princípio é o mesmo — usar a tecnologia como aliada, sem abrir mão da essência humana.

O uso da inteligência artificial já faz parte da vida moderna e oferece benefícios inegáveis. No entanto, a dependência excessiva pode comprometer não apenas o funcionamento do cérebro, mas também a saúde emocional e a autonomia intelectual. O equilíbrio entre tecnologia e pensamento crítico humano é a chave para usufruir do melhor que a IA pode oferecer sem perder aquilo que nos torna únicos: a capacidade de criar, questionar e decidir por conta própria.

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Goiana muda de nome aos 30 anos com ajuda do ChatGPT e viraliza nas redes sociais https://folhadobrasiledomundo.com.br/goiana-muda-de-nome-aos-30-anos-com-ajuda-do-chatgpt-e-viraliza-nas-redes-sociais/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/goiana-muda-de-nome-aos-30-anos-com-ajuda-do-chatgpt-e-viraliza-nas-redes-sociais/#respond Fri, 12 Sep 2025 18:29:34 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=939 A professora e mãe de três filhos, Hannah Oliveira Soares Guimarães Mendonça, de Itumbiara (GO), decidiu dar um passo radical em sua vida pessoal: aos 30 anos, mudou oficialmente de nome. Registrada ao nascer como Cláudia Regina, ela conta que nunca se identificou com a escolha dos pais. O nome lhe trazia incômodos desde a infância e, segundo ela, carregava um peso simbólico que não correspondia à sua essência.

Cláudia Regina sempre rejeitou o segundo nome. Desde criança, preferia ser chamada de “Claudinha”, mas ainda assim não se sentia confortável. Um detalhe familiar também a incomodava: o nome havia sido dado em homenagem a uma tia que faleceu ainda bebê. Para Hannah, essa ligação trazia a sensação de carregar uma vida interrompida.

Em 2015, durante seu casamento, ela chegou a tentar retirar o “Regina” ao incluir o sobrenome do marido, mas não conseguiu. Apenas em maio de 2024, em meio a dificuldades financeiras e emocionais, resolveu mudar de vez. Segundo ela, uma campanha de oração em sua casa e a descoberta do significado de “Cláudia” — que em latim remete a “manca” ou “aleijada” — serviram de gatilho. “Era como se eu estivesse mancando em tudo que fazia”, afirmou.

Na busca por um nome que refletisse sua identidade e fé, Hannah recorreu ao ChatGPT. Ela descreveu sua personalidade, conquistas e planos de vida, recebendo várias sugestões. A opção que mais lhe chamou a atenção foi “Hannah”, versão hebraica de Anna, que significa “agraciada”.

A escolha também teve ligação emocional: suas duas filhas se chamam Anna Victória e Anna Gabriela. O nome, portanto, representava não apenas um novo começo, mas também uma conexão espiritual e familiar.

O processo foi mais simples do que Hannah imaginava. Graças à Lei Federal nº 14.382/22, qualquer pessoa maior de 18 anos pode solicitar a alteração diretamente em cartório, sem precisar justificar o motivo. Basta pagar uma taxa, cujo valor varia de acordo com o estado.

No caso dela, o trâmite durou cerca de um mês, passando pela certidão de nascimento, casamento, CPF e identidade. Até os documentos dos filhos foram atualizados de forma prática, já que o processo ocorria em conjunto com a mudança dela.

Para surpresa de Hannah, a família apoiou totalmente sua decisão. O receio maior era a reação da avó, já que Cláudia Regina havia sido escolhida em homenagem à filha falecida. No entanto, a idosa recebeu a notícia com alegria, o que trouxe alívio para a professora.

A adaptação, no entanto, exigiu paciência. Após três décadas sendo chamada de Cláudia, alguns familiares demoraram para se acostumar. O marido, por exemplo, levou cerca de um mês até parar de se confundir. Hoje, quem mais erra é a sogra e o pai, mas Hannah encara a situação com bom humor.

O caso ganhou ainda mais repercussão quando Hannah compartilhou sua experiência no TikTok. Um dos vídeos explicando o passo a passo da mudança ultrapassou 900 mil visualizações, tornando-se viral.

A professora destaca que muitas pessoas convivem com nomes que não gostam, alguns considerados “pesados” ou até alvo de bullying. Para ela, dar visibilidade ao processo é uma forma de ajudar outras pessoas a buscarem uma identidade que realmente represente quem são.

A história de Hannah mostra como a identidade pode ir além dos documentos. Ao mudar de nome, ela afirma ter encontrado mais leveza e propósito em sua vida. Sua trajetória reflete o poder do autoconhecimento, da fé e do uso da tecnologia como aliada em momentos decisivos.

Com um simples processo cartorial e o auxílio da inteligência artificial, ela transformou não apenas seus documentos, mas também a forma como se enxerga diante do mundo.

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