depressao – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Wed, 10 Sep 2025 14:34:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png depressao – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 Cirurgia cerebral inédita oferece esperança no tratamento da depressão resistente https://folhadobrasiledomundo.com.br/cirurgia-cerebral-inedita-oferece-esperanca-no-tratamento-da-depressao-resistente/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/cirurgia-cerebral-inedita-oferece-esperanca-no-tratamento-da-depressao-resistente/#respond Mon, 08 Sep 2025 12:57:45 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=839 Novo marco no combate à depressão

A depressão é considerada uma das doenças mais incapacitantes do mundo, atingindo mais de 300 milhões de pessoas, segundo estimativas internacionais. Embora o tratamento convencional com medicamentos e psicoterapia traga bons resultados para a maioria dos pacientes, até 30% desenvolvem o quadro de depressão resistente, sem resposta adequada às terapias tradicionais. Diante desse cenário, cirurgias inovadoras começam a ganhar espaço como alternativa promissora. Uma delas, a estimulação cerebral profunda (DBS), foi aplicada recentemente em jovens pacientes na Colômbia e no Brasil, marcando um avanço histórico na psiquiatria moderna.

A DBS consiste na implantação de eletrodos em áreas específicas do cérebro, conectados a um neuroestimulador semelhante a um marca-passo. O dispositivo emite impulsos elétricos contínuos capazes de regular circuitos cerebrais associados ao humor e à motivação. Essa técnica já é consolidada no tratamento de doenças neurológicas como Parkinson, mas seu uso para depressão ainda é experimental. O objetivo é reduzir sintomas graves e proporcionar estabilidade emocional a quem não encontrou alívio em nenhuma outra forma de tratamento.

Em abril, a colombiana Lorena Rodríguez, de 34 anos, foi a primeira paciente do mundo a se submeter ao procedimento voltado para depressão crônica. Ela recebeu eletrodos em regiões ligadas à tristeza profunda e à conexão entre razão e emoção. Já no Brasil, especialistas realizaram implantes semelhantes em pacientes diagnosticados com depressão resistente associada à dor crônica, ampliando as possibilidades de aplicação clínica. Os relatos iniciais indicam melhora gradual nos sintomas, ainda que os ajustes no neuroestimulador precisem ser feitos ao longo do tempo.

Pesquisas internacionais apontam que entre 40% e 60% dos pacientes submetidos à DBS apresentam melhora significativa dos sintomas, e até 30% podem alcançar longos períodos sem sinais da doença. Ainda assim, especialistas alertam que o número reduzido de participantes nos estudos limita a identificação do alvo cerebral ideal para cada caso. O consenso é que os efeitos são encorajadores, mas requerem acompanhamento contínuo, além da combinação com outros tipos de tratamento, como medicação e psicoterapia.

Outra técnica em avanço é a estimulação do nervo vago, que já vem sendo usada em pacientes com epilepsia e mostrou impacto positivo em sintomas de depressão. O procedimento consiste na implantação de um pequeno gerador sob a pele da clavícula, conectado ao nervo vago por meio de eletrodos. Essa estimulação modula neurotransmissores e regiões cerebrais ligadas ao humor. Estudos recentes indicam melhora em até 70% dos pacientes com depressão refratária, reforçando seu potencial como alternativa para casos graves.

Com a previsão de que a depressão se torne a doença mais comum do mundo até 2030, superando até mesmo câncer e problemas cardíacos, avanços como a estimulação cerebral profunda e a do nervo vago representam um novo horizonte para milhares de pacientes. Apesar de ainda estarem em fase experimental e restritos a clínicas especializadas, os procedimentos já oferecem esperança para pessoas que convivem com a doença há anos sem resposta a tratamentos tradicionais. Especialistas reforçam que cada vida salva por uma nova terapia é um passo importante na luta contra um dos maiores desafios da saúde pública mundial.

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Trabalho é apontado como um dos principais vilões da saúde mental no Brasil e no mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br/trabalho-e-apontado-como-um-dos-principais-viloes-da-saude-mental-no-brasil-e-no-mundo/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/trabalho-e-apontado-como-um-dos-principais-viloes-da-saude-mental-no-brasil-e-no-mundo/#respond Sun, 31 Aug 2025 13:26:16 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=710 Saúde mental em alerta: pressão no trabalho cresce em ritmo acelerado

A relação entre trabalho e saúde mental vem ganhando destaque em estudos recentes. Pesquisas internacionais e brasileiras mostram que o ambiente profissional, quando marcado por excesso de cobrança, jornadas longas e falta de reconhecimento, tem se tornado um dos maiores fatores de risco para transtornos mentais como ansiedade, estresse crônico e depressão.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% dos adultos em idade produtiva convivem com algum transtorno mental relacionado ao trabalho. No Brasil, esse número é ainda mais preocupante: dados do Ministério da Saúde indicam que os afastamentos por motivos psicológicos cresceram 39% nos últimos cinco anos, tornando-se a segunda principal causa de licenças médicas no país.

Especialistas afirmam que a chamada cultura do burnout, caracterizada pelo excesso de horas dedicadas ao trabalho e pela glorificação da produtividade extrema, é uma das maiores responsáveis pelo adoecimento mental de trabalhadores. O burnout, reconhecido pela OMS desde 2019 como síndrome ocupacional, afeta profissionais em diversas áreas, principalmente no setor corporativo, saúde e educação.

De acordo com pesquisa da Fiocruz, um a cada três trabalhadores brasileiros relata sintomas relacionados ao burnout, como esgotamento físico, insônia e irritabilidade.

Além da sobrecarga, ambientes tóxicos, assédio moral e ausência de políticas de bem-estar corporativo intensificam o problema. Empresas que não oferecem suporte psicológico ou políticas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional acabam aumentando a rotatividade e diminuindo a produtividade.

O relatório “Future of Work” da consultoria Deloitte aponta que mais de 70% dos profissionais consideram a saúde mental tão importante quanto o salário na hora de escolher permanecer em uma empresa.

Psicólogos e médicos recomendam algumas práticas para reduzir o impacto do trabalho na saúde mental:

  • Estabelecer limites entre vida profissional e pessoal.
  • Praticar atividades físicas regularmente.
  • Procurar apoio psicológico ou psiquiátrico ao perceber sinais de estresse intenso.
  • Negociar pausas e condições mais saudáveis no ambiente de trabalho.

A prevenção não deve ser responsabilidade apenas do trabalhador. Especialistas defendem que empresas adotem programas de bem-estar, ofereçam acompanhamento psicológico e promovam gestão humanizada, evitando práticas que incentivem jornadas excessivas.

No Brasil, grandes companhias já começaram a investir em programas internos de saúde mental, mas, segundo levantamento da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), apenas 18% das empresas possuem políticas estruturadas nessa área.

O tema deve ganhar cada vez mais espaço nos próximos anos. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) alerta que países que não priorizarem políticas de saúde mental no ambiente profissional terão perdas bilionárias em produtividade. Estima-se que, globalmente, a economia perca US$ 1 trilhão por ano devido a afastamentos e baixa eficiência ligada a transtornos mentais.

No Brasil, a tendência é de que a saúde mental no trabalho se torne pauta permanente, não apenas por questões de bem-estar, mas também por impacto econômico e social.

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