economia brasileira – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Tue, 16 Sep 2025 14:06:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png economia brasileira – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 Desemprego no Brasil recua para 5,6% e mercado de trabalho atinge recordes históricos https://folhadobrasiledomundo.com.br/desemprego-no-brasil-recua-para-56-e-mercado-de-trabalho-atinge-recordes-historicos/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/desemprego-no-brasil-recua-para-56-e-mercado-de-trabalho-atinge-recordes-historicos/#respond Tue, 16 Sep 2025 14:06:07 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=968 O mercado de trabalho brasileiro registrou uma melhora expressiva no trimestre encerrado em julho de 2025, alcançando a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica em 2012. De acordo com dados oficiais, a taxa de desocupação caiu para 5,6%, superando o trimestre anterior, que havia registrado 5,8%. Esse resultado reflete um cenário positivo, marcado por crescimento da ocupação, aumento de empregos formais e recorde de massa salarial.

Ao final de julho, o país contabilizava 6,118 milhões de pessoas desocupadas, o menor contingente desde 2013, quando o indicador registrava número semelhante. Em contrapartida, o total de ocupados chegou a 102,4 milhões de trabalhadores, estabelecendo um novo recorde. Esse avanço é um reflexo direto da recuperação econômica, da expansão em diferentes setores produtivos e do aumento da formalização.

Além disso, o percentual de pessoas ocupadas dentro da população em idade ativa manteve-se em 58,8%, índice considerado recorde e indicativo da consolidação da recuperação do mercado de trabalho no país.

Um dos dados mais relevantes foi o crescimento do número de trabalhadores com carteira assinada, que alcançou 39,1 milhões de pessoas, também um recorde histórico. Esse resultado mostra que a geração de vagas no setor privado formal vem superando o ritmo da expansão do trabalho informal, o que fortalece a segurança jurídica e os direitos trabalhistas.

Apesar disso, o total de trabalhadores informais ainda é elevado, chegando a 38,8 milhões. Mesmo assim, a taxa de informalidade caiu para 37,8%, ficando abaixo dos 38% registrados no trimestre anterior. O recuo é explicado pelo crescimento mais rápido da ocupação formal em relação às atividades sem vínculo trabalhista.

O levantamento detalhou que o aumento da ocupação foi puxado principalmente por três grandes grupamentos de atividades:

  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais: mais 522 mil pessoas ocupadas.
  • Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas: mais 260 mil pessoas.
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: mais 206 mil trabalhadores.

Na comparação com o mesmo período de 2024, outros setores também apresentaram avanços expressivos, como indústria geral, comércio e transporte. Esse movimento demonstra a diversidade do crescimento do mercado de trabalho, que não se concentra em apenas um setor, mas se distribui em diferentes áreas da economia.

Outro dado relevante foi a queda do número de pessoas em situação de desalento — aquelas que desistiram de procurar emprego por acreditar que não conseguiriam vaga. Esse contingente caiu para 2,7 milhões de brasileiros, uma redução de 11% em relação ao trimestre anterior.

A população fora da força de trabalho manteve-se estável em 65,6 milhões, mas a queda no desalento indica que mais pessoas voltaram a buscar oportunidades e efetivamente ingressaram no mercado de trabalho.

No aspecto financeiro, o rendimento médio real habitual do trabalhador ficou em R$ 3.484, valor ligeiramente abaixo do trimestre anterior (R$ 3.486), mas ainda o maior já registrado para o período. Já a massa de rendimentos atingiu o patamar histórico de R$ 352,3 bilhões, representando um crescimento de 2,5% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Esse aumento na massa salarial é reflexo do crescimento simultâneo da ocupação e da melhora na qualidade dos postos de trabalho. Além disso, o crescimento anual do rendimento médio foi de 3,8%, consolidando a tendência de recuperação do poder de compra da população.

O recuo da taxa de desemprego para 5,6%, o menor índice em mais de uma década, aliado ao crescimento dos empregos formais e ao recorde de massa salarial, reforça que o mercado de trabalho brasileiro atravessa um período de forte recuperação e expansão.

Os indicadores revelam não apenas a queda da desocupação, mas também a inserção real de trabalhadores no mercado formal, o aumento da confiança para busca de oportunidades e a consolidação de setores estratégicos da economia.

Esse conjunto de fatores coloca o Brasil em um momento positivo, marcado por geração de renda, expansão da ocupação e avanços que podem consolidar a retomada econômica em médio e longo prazo.

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PIB do Brasil cresce 0,4% no 2º trimestre e atinge maior nível da história, aponta IBGE https://folhadobrasiledomundo.com.br/pib-do-brasil-cresce-04-no-2o-trimestre-e-atinge-maior-nivel-da-historia-aponta-ibge/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/pib-do-brasil-cresce-04-no-2o-trimestre-e-atinge-maior-nivel-da-historia-aponta-ibge/#respond Tue, 02 Sep 2025 12:51:38 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=764 Serviços e consumo das famílias puxam resultado positivo, enquanto investimentos e agropecuária recuam

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou crescimento de 0,4% no segundo trimestre de 2025, em comparação com os três primeiros meses do ano, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (2). Com esse avanço, a economia brasileira alcançou R$ 3,2 trilhões em valores correntes, o maior patamar da série histórica iniciada em 1996.

O resultado veio levemente acima da expectativa do mercado, que projetava alta de 0,3% no período, de acordo com pesquisa da Reuters.

O setor de Serviços avançou 0,6% e foi o principal motor da economia no período. Dentro dele, destacaram-se as atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,1%), informação e comunicação (1,2%) e transporte, armazenagem e correio (1,0%).

Do lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 0,5%, impulsionado pelo aumento dos salários reais e pela continuidade dos programas de transferência de renda do governo. Já o consumo do governo recuou 0,6%.

A Indústria apresentou crescimento de 0,5%, sustentada pelas indústrias extrativas, que subiram 5,4%. No entanto, alguns segmentos registraram retração, como eletricidade e gás, água e esgoto (-2,7%), indústrias de transformação (-0,5%) e construção (-0,2%).

Por outro lado, a Agropecuária teve leve queda de 0,1%, após resultados fortes em trimestres anteriores.

Apesar da expansão do PIB, os investimentos caíram 2,2% no segundo trimestre. Segundo o IBGE, a alta da taxa de juros afeta diretamente setores que dependem de crédito, como construção e produção de bens de capital.

No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 0,7%, enquanto as importações recuaram 2,9%, ajudando a sustentar o resultado positivo da economia.

De acordo com Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, o crescimento de 0,4% reflete uma desaceleração natural diante da política monetária restritiva iniciada no ano passado. “Atividades como indústrias de transformação e construção, que dependem de crédito, sentiram mais os efeitos dos juros elevados. Já os serviços foram menos impactados e puxaram o avanço do trimestre”, explicou.

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