jair bolsonaro – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Mon, 15 Sep 2025 16:41:10 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png jair bolsonaro – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 Condenação de Jair Bolsonaro repercute na imprensa internacional e é considerada histórica https://folhadobrasiledomundo.com.br/condenacao-de-jair-bolsonaro-repercute-na-imprensa-internacional-e-e-considerada-historica/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/condenacao-de-jair-bolsonaro-repercute-na-imprensa-internacional-e-e-considerada-historica/#respond Mon, 15 Sep 2025 16:39:57 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=961 A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado movimentou não apenas o cenário político brasileiro, mas também ganhou repercussão imediata na imprensa internacional. O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) foi visto como um divisor de águas na história democrática do Brasil, já que se trata da primeira vez em que um ex-chefe de Estado brasileiro é responsabilizado por tentar subverter a ordem constitucional.

O jornal norte-americano The New York Times chamou a decisão de “histórica e sem precedentes”, comparando o Brasil com os Estados Unidos. Segundo o veículo, enquanto o sistema norte-americano não conseguiu responsabilizar Donald Trump pela invasão do Capitólio em 2021, o Brasil mostrou maturidade democrática ao condenar Bolsonaro. O artigo, assinado por Steven Levitsky e Filipe Campante, ressaltou que, em mais de 15 tentativas de golpe ao longo da história brasileira, esta foi a primeira vez que líderes enfrentaram punição efetiva.

Na Europa, os jornais também repercutiram com destaque. O francês Le Monde avaliou que a condenação pode provocar crises diplomáticas, principalmente no relacionamento entre Brasil e Estados Unidos, dada a proximidade ideológica entre Bolsonaro e Trump. Já o espanhol El País destacou que o julgamento envia uma mensagem forte em defesa da democracia global, especialmente em um momento de crescimento de movimentos autoritários no mundo.

A influente revista britânica The Economist trouxe o caso como capa e afirmou que o julgamento é um “marco histórico para a América Latina”. O texto relembrou que Bolsonaro, admirador declarado da ditadura militar de 1964, agora se tornou réu e condenado em um processo que reafirma a importância das instituições democráticas no Brasil. Segundo a publicação, a decisão serve como um alerta para outros países da região que enfrentam riscos semelhantes de retrocessos democráticos.

Embora condenado, Bolsonaro ainda conta com grande base de apoio popular. O Wall Street Journal destacou que o bolsonarismo permanece vivo, sustentado por setores do agronegócio, parte de empresários, movimentos religiosos e conservadores. Para o jornal, a prisão pode até fortalecer a narrativa de perseguição política, mobilizando ainda mais sua base.

Já o britânico The Guardian ponderou que, embora afastado do poder, Bolsonaro não é uma figura descartada do cenário político. Com mais de 58 milhões de votos em 2022, ele segue como uma liderança de peso para a direita brasileira. A dúvida que paira é se esse apoio resistirá diante da condenação e da possibilidade de novas sentenças.

Nos Estados Unidos, o Washington Post ressaltou os paralelos entre Bolsonaro e Trump. Ambos tentaram questionar os resultados das urnas e estimularam manifestações que colocaram em risco a democracia. A publicação destacou que o Brasil, ao condenar seu ex-presidente, coloca-se em contraste direto com os EUA, onde Trump ainda não foi responsabilizado judicialmente por sua tentativa de permanecer no poder.

A condenação repercutiu em diversos continentes e foi tratada como um exemplo de fortalecimento institucional. Para analistas internacionais, a decisão reforça a imagem do Brasil como uma democracia resiliente, capaz de resistir a ataques internos. Ao mesmo tempo, especialistas apontam para o risco de aprofundamento da polarização política no país, já que parte da população considera a sentença justa, enquanto outra interpreta como perseguição.

Mesmo condenado, Bolsonaro deve permanecer como um nome de peso no debate público. Analistas apontam que o movimento bolsonarista pode se reorganizar em torno de novas lideranças, como governadores, parlamentares e até mesmo membros da própria família do ex-presidente. Ainda assim, a sentença representa um marco para a história do Brasil, reafirmando que a democracia deve prevalecer sobre projetos autoritários.

A decisão do STF de condenar Jair Bolsonaro não afeta apenas o Brasil, mas também envia uma mensagem ao mundo: líderes que atentam contra a democracia podem ser responsabilizados. Enquanto alguns veículos destacam os riscos de maior divisão política, outros enxergam no episódio um fortalecimento institucional sem precedentes. Para a comunidade internacional, o julgamento do ex-presidente brasileiro já entrou para a história como um símbolo de resistência democrática em tempos de instabilidade global.

Referências:

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STF forma maioria para condenar Jair Bolsonaro na Trama Golpista: Entenda o julgamento histórico https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-forma-maioria-para-condenar-jair-bolsonaro-na-trama-golpista-entenda-o-julgamento-historico/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-forma-maioria-para-condenar-jair-bolsonaro-na-trama-golpista-entenda-o-julgamento-historico/#respond Thu, 11 Sep 2025 20:06:18 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=924 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (11) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus por envolvimento na chamada Trama Golpista. O caso é considerado um dos julgamentos mais relevantes da história recente do Brasil por tratar de ataques ao Estado Democrático de Direito após as eleições de 2022.

O voto decisivo veio da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou o relator Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino. Com isso, o placar chegou a 3 votos a 1, estabelecendo maioria para a condenação. O ministro Luiz Fux foi o único, até agora, a divergir, votando pela absolvição do ex-presidente por falta de provas.

Resta apenas o voto do ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma. Ele deve apresentar sua posição ainda nesta quinta-feira, antes de a Corte avançar para a fase de definição das penas.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro e seus aliados teriam participado de um esquema organizado para manter o ex-presidente no poder, mesmo após a derrota nas urnas em 2022.

Os ministros já formaram maioria para condenar Bolsonaro e sete réus pelos seguintes crimes:

  • Golpe de Estado
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Organização criminosa
  • Dano qualificado contra patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado

No caso do deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, a maioria votou pela exclusão de duas acusações: dano qualificado e deterioração de patrimônio.

Além de Bolsonaro, a lista de acusados envolve ex-ministros, militares de alta patente e ex-integrantes do governo. Confira os nomes:

  1. Jair Bolsonaro — ex-presidente da República e apontado como líder do grupo.
  2. Walter Braga Netto — general, ex-ministro e candidato a vice na chapa de Bolsonaro.
  3. Mauro Cid — tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator.
  4. Almir Garnier — ex-comandante da Marinha.
  5. Alexandre Ramagem — ex-diretor da Abin e atual deputado federal.
  6. Augusto Heleno — general, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional.
  7. Paulo Sérgio Nogueira — general, ex-ministro da Defesa.
  8. Anderson Torres — ex-ministro da Justiça.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em discurso de quase duas horas, a ministra Cármen Lúcia destacou que os ataques de 8 de janeiro de 2023 não foram um “passeio de domingo”, mas sim resultado de planejamento e método para minar a democracia.

“Tenho por comprovado que Jair Messias Bolsonaro praticou os crimes que lhe são imputados, na condição de líder da organização criminosa”, afirmou a magistrada.

A ministra também afirmou que o processo representa um julgamento do passado, presente e futuro do Brasil, citando a necessidade de responsabilização para impedir que novas tentativas de ruptura institucional se repitam.

Foto: Fabio Rodrigues / Agência Brasil

Na sessão anterior, o ministro Luiz Fux apresentou voto de mais de 13 horas defendendo a absolvição de Bolsonaro e da maioria dos réus, por considerar que a PGR não apresentou provas suficientes.

Apesar disso, Fux votou pela condenação de Mauro Cid e Braga Netto, ambos pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Para o ministro, apenas nesses casos ficou demonstrada adesão direta a um plano de natureza criminosa.

Com a maioria já formada, o próximo passo é o voto de Cristiano Zanin, que deve confirmar ou não a condenação. Em seguida, a Primeira Turma passará para a fase de dosimetria da pena, em que os ministros definirão as penas individualizadas para cada réu, considerando o grau de participação de cada um na trama.

É possível que as condenações levem a penas de prisão, além de perda de direitos políticos.

O julgamento da Trama Golpista é considerado histórico por dois motivos principais:

  1. Pela primeira vez, um ex-presidente da República é julgado no STF como líder de uma organização criminosa que teria tramado um golpe de Estado.
  2. O processo reforça a posição da Corte como guardiã da Constituição e do regime democrático, ao analisar atos que colocaram em risco a alternância de poder e a estabilidade institucional do Brasil.

Segundo a PGR, os acusados não aceitaram a derrota nas urnas e articularam para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, por meio de ações violentas e pela disseminação de desinformação.

Conclusão

Com a formação da maioria, o STF caminha para uma condenação inédita na história brasileira, que pode mudar o destino político de Jair Bolsonaro e de importantes figuras de seu governo. A decisão final ainda depende do voto de Cristiano Zanin e da fixação das penas, mas já representa um marco no enfrentamento de ataques ao Estado Democrático de Direito.

O caso segue em julgamento e terá novos desdobramentos nos próximos dias, definindo as consequências judiciais para os oito réus da chamada Trama Golpista.

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Clima político no Congresso trava debate sobre anistia a Jair Bolsonaro no 8 de Janeiro https://folhadobrasiledomundo.com.br/clima-politico-no-congresso-trava-debate-sobre-anistia-a-jair-bolsonaro-no-8-de-janeiro/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/clima-politico-no-congresso-trava-debate-sobre-anistia-a-jair-bolsonaro-no-8-de-janeiro/#respond Sat, 06 Sep 2025 16:59:41 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=820 Anistia enfrenta resistência no Legislativo

A discussão sobre a anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 segue em impasse no Congresso Nacional. Apesar da intensa pressão da oposição, que defende um perdão amplo, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, líderes da Câmara e do Senado têm adotado cautela diante das repercussões políticas e jurídicas.

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta sofre pressão para pautar a proposta de anistia, mas tem resistido. A expectativa é de que ele aguarde a conclusão do julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal antes de avançar com a votação. Analistas avaliam que Motta busca equilíbrio entre os interesses da oposição, o governo e o Judiciário, evitando um desgaste político precoce.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre tem sinalizado rejeição ao texto que prevê anistia ampla e irrestrita. A proposta em construção na Casa inclui apenas a redução de penas, deixando de fora lideranças políticas como Jair Bolsonaro. Essa alternativa, considerada mais “light”, busca alinhar o Legislativo com a posição do STF e reduzir o impacto negativo junto à opinião pública.

A anistia também se tornou peça no tabuleiro eleitoral. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, assumiu a defesa da proposta, posicionando-se como herdeiro do bolsonarismo, mas enfrenta resistência de aliados mais próximos de Bolsonaro. Para especialistas, o movimento busca consolidar apoio para as eleições de 2026, ainda que a inelegibilidade do ex-presidente esteja mantida.

Pesquisas de opinião mostram que a maioria da população é contra a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Esse dado pesa no cálculo dos presidentes da Câmara e do Senado, que tentam equilibrar interesses políticos internos com a pressão popular. O risco de desgaste eleitoral é um dos principais motivos para a falta de consenso em torno do tema.

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