julgamento bolsonaro – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Fri, 12 Sep 2025 17:33:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.2 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png julgamento bolsonaro – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 STF condena Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão em julgamento histórico https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-condena-jair-bolsonaro-a-27-anos-de-prisao-em-julgamento-historico/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-condena-jair-bolsonaro-a-27-anos-de-prisao-em-julgamento-historico/#respond Fri, 12 Sep 2025 17:26:15 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=933 Em uma decisão inédita, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Essa é a primeira vez na história do Brasil que um ex-chefe de Estado é punido por articular a ruptura da ordem democrática.

A pena imposta a Bolsonaro foi dividida em duas partes: 24 anos e 9 meses de reclusão, que deve ser cumprida em regime fechado, e 2 anos e 6 meses de detenção, em regime semiaberto ou aberto.

Como a sentença ultrapassa oito anos, a legislação determina que o cumprimento inicial seja em regime fechado. Além disso, o ex-presidente foi condenado a 124 dias-multa, cada um calculado em dois salários mínimos, o que pode gerar um valor superior a R$ 300 mil.

Pela Lei da Ficha Limpa, Bolsonaro ficará inelegível até oito anos após o cumprimento total da pena, afastando qualquer possibilidade de candidatura política nesse período.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou cinco acusações principais contra o ex-presidente, todas acatadas pela maioria dos ministros do STF:

  • Organização criminosa armada
  • Tentativa de golpe de Estado
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Dano qualificado ao patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado

Segundo o relator Alexandre de Moraes, Bolsonaro liderou uma estrutura organizada que utilizou recursos do Estado e apoio de militares para desacreditar o sistema eleitoral e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

O julgamento foi conduzido pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux.

  • Alexandre de Moraes (relator): apontou Bolsonaro como líder da organização criminosa.
  • Flávio Dino: reforçou a tese de que houve atos executórios de golpe, e não apenas preparativos.
  • Cármen Lúcia: considerou que existiu “prova cabal” de articulação para romper a ordem democrática.
  • Cristiano Zanin: acompanhou integralmente o relator, destacando que o grupo operava de forma armada e estruturada.
  • Luiz Fux: foi o único voto divergente, defendendo a absolvição por entender que não caberia ao STF julgar Bolsonaro, já que ele não possui mais foro privilegiado.

O placar final foi de 4 votos a 1 pela condenação.

Além do ex-presidente, outros sete aliados próximos receberam penas significativas:

  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil): 26 anos de prisão.
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha): 24 anos.
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça): 24 anos.
  • Augusto Heleno (ex-ministro do GSI): 21 anos.
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa): 19 anos.
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal): 16 anos e perda do mandato.
  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens): 2 anos em regime aberto, devido a acordo de delação premiada.

Segundo a acusação, esses réus integravam o núcleo central da trama golpista, executando ações que iam desde o planejamento até o financiamento de atos antidemocráticos.

O julgamento teve como pano de fundo os eventos ocorridos após as eleições de 2022. Investigações da Polícia Federal revelaram que Bolsonaro e seus aliados discutiram minutas de intervenção militar, atacaram publicamente o sistema eleitoral e incentivaram manifestações em frente a quartéis.

No dia 8 de janeiro de 2023, apoiadores do ex-presidente invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF, em Brasília. O episódio foi considerado pela Corte como a materialização das articulações golpistas.

Apesar da condenação, Bolsonaro e os demais réus não serão presos imediatamente. Isso porque ainda cabem recursos, como embargos de declaração e embargos infringentes, que podem alterar pontos da decisão.

A execução da pena só ocorrerá após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.

Atualmente, Bolsonaro já cumpre prisão preventiva domiciliar, decretada em agosto por descumprir medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.

A decisão do STF provocou forte impacto no cenário político brasileiro. Setores aliados a Bolsonaro defendem a possibilidade de anistia no Congresso, enquanto juristas consideram a condenação um marco histórico na proteção da democracia.

No plano internacional, a sentença também gerou repercussões. Críticos compararam o caso ao julgamento do ex-presidente norte-americano Donald Trump, investigado após a invasão do Capitólio em 2021.

A condenação de Jair Bolsonaro representa um divisor de águas na história do Brasil. O STF reafirmou a importância da preservação do Estado Democrático de Direito e estabeleceu um precedente para futuras tentativas de ruptura institucional.

O processo segue em tramitação até o esgotamento de todos os recursos, mas, desde já, a sentença coloca Bolsonaro e seus aliados entre os principais réus de um dos capítulos mais marcantes da política nacional.

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Clima político no Congresso trava debate sobre anistia a Jair Bolsonaro no 8 de Janeiro https://folhadobrasiledomundo.com.br/clima-politico-no-congresso-trava-debate-sobre-anistia-a-jair-bolsonaro-no-8-de-janeiro/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/clima-politico-no-congresso-trava-debate-sobre-anistia-a-jair-bolsonaro-no-8-de-janeiro/#respond Sat, 06 Sep 2025 16:59:41 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=820 Anistia enfrenta resistência no Legislativo

A discussão sobre a anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 segue em impasse no Congresso Nacional. Apesar da intensa pressão da oposição, que defende um perdão amplo, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, líderes da Câmara e do Senado têm adotado cautela diante das repercussões políticas e jurídicas.

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta sofre pressão para pautar a proposta de anistia, mas tem resistido. A expectativa é de que ele aguarde a conclusão do julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal antes de avançar com a votação. Analistas avaliam que Motta busca equilíbrio entre os interesses da oposição, o governo e o Judiciário, evitando um desgaste político precoce.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre tem sinalizado rejeição ao texto que prevê anistia ampla e irrestrita. A proposta em construção na Casa inclui apenas a redução de penas, deixando de fora lideranças políticas como Jair Bolsonaro. Essa alternativa, considerada mais “light”, busca alinhar o Legislativo com a posição do STF e reduzir o impacto negativo junto à opinião pública.

A anistia também se tornou peça no tabuleiro eleitoral. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, assumiu a defesa da proposta, posicionando-se como herdeiro do bolsonarismo, mas enfrenta resistência de aliados mais próximos de Bolsonaro. Para especialistas, o movimento busca consolidar apoio para as eleições de 2026, ainda que a inelegibilidade do ex-presidente esteja mantida.

Pesquisas de opinião mostram que a maioria da população é contra a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Esse dado pesa no cálculo dos presidentes da Câmara e do Senado, que tentam equilibrar interesses políticos internos com a pressão popular. O risco de desgaste eleitoral é um dos principais motivos para a falta de consenso em torno do tema.

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