operacao – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Mon, 08 Sep 2025 13:31:59 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png operacao – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 Operação Psicose: polícia desarticula maior rede de venda de cogumelos mágicos do Brasil https://folhadobrasiledomundo.com.br/operacao-psicose-policia-desarticula-maior-rede-de-venda-de-cogumelos-magicos-do-brasil/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/operacao-psicose-policia-desarticula-maior-rede-de-venda-de-cogumelos-magicos-do-brasil/#respond Thu, 04 Sep 2025 15:46:39 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=793

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (4), a Operação Psicose, considerada a maior ofensiva já realizada no país contra a produção e distribuição de cogumelos alucinógenos. A ação resultou em nove prisões preventivas e na apreensão de mais de 3 mil pacotes do entorpecente, enviados para todo o Brasil.

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De acordo com os investigadores, a organização criminosa operava em pelo menos oito estados: Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Pará e Espírito Santo.

A apuração revelou que o grupo usava redes sociais, sites com aparência profissional e até influenciadores digitais para atrair clientes, em sua maioria jovens frequentadores de festas de música eletrônica. Os produtos eram anunciados de forma detalhada — com catálogo, fotos, descrições de efeitos e opções de pagamento via Pix, cartão e transferências.

Segundo a PCDF, os criminosos enviavam os pedidos de forma discreta pelos Correios e transportadoras privadas, no modelo de comércio eletrônico conhecido como dropshipping — em que o vendedor não mantém estoque físico visível.

As investigações levaram a Curitiba (PR), onde a polícia localizou o centro de produção e distribuição da rede, com capacidade para fabricar até 200 quilos de cogumelos por mês. Entre 2024 e 2025, foram identificadas 3.718 encomendas enviadas apenas para o Distrito Federal, somando mais de 1,3 tonelada de cogumelos.

O grupo também mantinha empresas de fachada no Paraná e em Santa Catarina, registradas como comércios de alimentos, usadas para lavagem de dinheiro. A estimativa é que a rede tenha movimentado R$ 26 milhões em apenas um ano, chegando a faturar R$ 200 mil por dia.

Entre os presos estão dois universitários brasilienses: Igor Tavares Mirailh e Lucas Tauan Fernandes Miguins, apontados como líderes de uma das células da organização criminosa no Distrito Federal.

De acordo com a investigação, eles eram responsáveis por manter laboratórios improvisados, cultivando diferentes espécies de cogumelos e comercializando os produtos em três formatos: desidratados, encapsulados ou misturados ao mel.

Os dois também administravam um grupo exclusivo no WhatsApp, onde clientes trocavam experiências, recebiam instruções de consumo e sugestões de novas compras — uma estratégia de fidelização que transformava consumidores em parte de uma comunidade em torno da droga.

Os chamados “cogumelos mágicos” contêm psilocibina, substância psicodélica que altera a percepção sensorial, a noção de tempo e espaço e pode provocar experiências emocionais e visuais intensas.

Apesar de pesquisas científicas em andamento sobre possíveis usos terapêuticos, a psilocibina é proibida pela Anvisa no Brasil. Assim, sua produção, comércio e consumo são enquadrados como crime de tráfico de drogas.

Os investigados vão responder por:

  • Tráfico de drogas qualificado
  • Lavagem de dinheiro
  • Organização criminosa
  • Crime ambiental (por disseminação de espécies)
  • Publicidade abusiva
  • Curandeirismo

Somadas, as penas podem ultrapassar 50 anos de prisão.

Referências:

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Megaoperação da Polícia Federal desmantela esquema bilionário do PCC no Brasil https://folhadobrasiledomundo.com.br/megaoperacao-da-policia-federal-desmantela-esquema-bilionario-do-pcc-no-brasil/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/megaoperacao-da-policia-federal-desmantela-esquema-bilionario-do-pcc-no-brasil/#respond Fri, 29 Aug 2025 12:43:32 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=692 A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), deflagrou nesta quinta-feira (28) a maior operação da história contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A facção é suspeita de movimentar mais de R$ 140 bilhões em um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro que atingiu diversos setores da economia.


A ação, batizada de Operação Carbono Oculto, contou com apoio de 1,4 mil agentes em oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Goiás.

Foram cumpridos mais de 400 mandados de busca, apreensão e prisão, incluindo escritórios localizados na Avenida Faria Lima, em São Paulo — centro financeiro do Brasil. Só nesse endereço, 42 ordens judiciais foram executadas.


Segundo as investigações, o PCC montou uma rede complexa para infiltrar-se no setor de combustíveis, controlando desde a plantação de cana-de-açúcar até a adulteração da gasolina nas bombas.

A facção utilizava empresas de fachada, transportadoras e distribuidoras para escoar combustíveis adulterados em mais de 2,5 mil postos em São Paulo e em outros estados. Além disso, quatro refinarias e 1,6 mil caminhões estariam a serviço da organização criminosa.

O grupo também importava irregularmente metanol pelo Porto de Paranaguá (PR), substância que era desviada e misturada a etanol e gasolina para abastecer a rede controlada pelos criminosos.


O dinheiro obtido com as fraudes era ocultado por meio de operações financeiras sofisticadas. Estima-se que ao menos 40 fundos de investimento foram utilizados para lavar os recursos ilícitos, muitos deles operados por fintechs sediadas em São Paulo.

A facção ainda investiu em fazendas, usinas de etanol, caminhões e até um terminal portuário, ampliando sua presença no mercado formal. Segundo a Receita Federal, essa infiltração representa um risco grave para a economia, já que mistura atividades lícitas e ilícitas, dificultando o rastreamento.


A Justiça Federal determinou o bloqueio e sequestro de mais de R$ 3,2 bilhões em bens ligados ao esquema. Entre os itens confiscados estão:

  • 141 veículos;
  • 192 imóveis;
  • 2 embarcações;
  • Suspensão imediata de 21 fundos de investimento.

Ao todo, 41 pessoas físicas e 255 empresas tiveram recursos bloqueados.


Dos 14 alvos de prisão preventiva, apenas seis foram localizados até o momento. A PF investiga se houve vazamento de informações que permitiu a fuga de parte dos envolvidos.

Os crimes atribuídos aos suspeitos incluem:

  • organização criminosa;
  • lavagem de dinheiro;
  • adulteração de combustíveis;
  • fraude fiscal;
  • estelionato;
  • crimes ambientais.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que os resultados divulgados até agora representam apenas “a ponta do iceberg”, já que os materiais apreendidos podem revelar outros grupos ligados ao esquema.

Para a subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Chaves, o crime organizado deixou de atuar apenas no tráfico de drogas e passou a infiltrar-se na economia real, com forte presença no mercado financeiro e concorrendo de forma desleal com empresas legítimas.


De acordo com o Ministério da Fazenda, o PCC montou um verdadeiro império econômico. Além de usinas e postos de combustíveis, a facção adquiriu refinarias e utilizava ameaças e pagamentos em dinheiro vivo para assumir negócios no setor.

O esquema envolvia desde a plantação de cana até a distribuição nos postos, passando pela importação irregular de produtos químicos, adulteração e revenda em larga escala.


Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a megaoperação representa a “maior resposta já dada ao crime organizado no Brasil”.

Especialistas apontam que a dimensão do esquema mostra como facções criminosas estão cada vez mais integradas ao mercado formal e utilizam o sistema financeiro para expandir sua influência econômica dentro e fora do país, com ramificações confirmadas na América Latina e na Europa.

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