prisao – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Sun, 31 Aug 2025 13:16:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png prisao – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 Bolsonaro pode ser preso após julgamento no STF? Veja os cenários possíveis https://folhadobrasiledomundo.com.br/bolsonaro-pode-ser-preso-apos-julgamento-no-stf-veja-os-cenarios-possiveis/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/bolsonaro-pode-ser-preso-apos-julgamento-no-stf-veja-os-cenarios-possiveis/#respond Sun, 31 Aug 2025 13:16:15 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=707 STF inicia julgamento de Bolsonaro e aliados por suposta trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta semana o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete aliados, acusados de participação em uma trama golpista para tentar impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O processo está sendo analisado pela Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin.

Bolsonaro responde a cinco acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e ameaça grave, além de deterioração de patrimônio tombado.

Apesar das especulações, a jurisprudência do STF estabelece que um réu condenado a regime fechado só pode ser preso após o julgamento de recursos iniciais, como os embargos de declaração. Isso significa que, mesmo em caso de condenação, Bolsonaro não seria levado imediatamente a uma prisão comum.

Um exemplo semelhante ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, condenado em 2023 a oito anos e dez meses de prisão por corrupção. A execução da pena só foi determinada após a análise dos recursos, em abril de 2025.

O caso de Bolsonaro, entretanto, tem um fator diferente: o ex-presidente já cumpre prisão domiciliar em outro processo. Caso a Primeira Turma entenda que há risco de fuga ou descumprimento de medidas cautelares, ele pode ser transferido diretamente para um presídio, como o Complexo da Papuda ou a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Além disso, Bolsonaro também é investigado em outro inquérito no STF que apura suposta coação no curso do processo e ataques à soberania nacional. Nesse caso, existe a possibilidade de decretação de prisão preventiva.

Além do ex-presidente, outros sete aliados serão julgados no mesmo processo:

  • Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin, acusado de propagar fake news sobre fraudes eleitorais.
  • Almir Garnier Santos: ex-comandante da Marinha, teria colocado tropas à disposição para apoiar o golpe.
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça, acusado de auxiliar juridicamente o plano golpista.
  • Augusto Heleno: ex-ministro do GSI, teria participado de lives questionando as urnas eletrônicas.
  • Mauro Cid: ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator, participou ativamente de reuniões e troca de mensagens sobre o plano.
  • Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa, teria apresentado decreto que buscava anular as eleições de 2022.
  • Walter Braga Netto: general da reserva e ex-ministro, é o único preso preventivamente, acusado de financiar acampamentos e até planejar atentado contra o ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Cristiano Zanin convocou sessões extraordinárias para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025, além das sessões ordinárias de 2 e 9 de setembro. A expectativa é que até o dia 12 a Primeira Turma finalize a análise da ação penal.

A defesa dos réus afirma que não existem provas que comprovem a ligação dos acusados com a suposta tentativa de golpe. Já a PGR sustenta que Bolsonaro liderava o grupo e pretendia se manter no poder mesmo após a derrota nas urnas.

A decisão sobre condenar ou absolver Bolsonaro e seus aliados ficará nas mãos dos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino. Caso haja condenação, o colegiado definirá também onde os réus deverão cumprir pena.

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Megaoperação da Polícia Federal desmantela esquema bilionário do PCC no Brasil https://folhadobrasiledomundo.com.br/megaoperacao-da-policia-federal-desmantela-esquema-bilionario-do-pcc-no-brasil/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/megaoperacao-da-policia-federal-desmantela-esquema-bilionario-do-pcc-no-brasil/#respond Fri, 29 Aug 2025 12:43:32 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=692 A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Receita Federal e o Ministério Público de São Paulo (MPSP), deflagrou nesta quinta-feira (28) a maior operação da história contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A facção é suspeita de movimentar mais de R$ 140 bilhões em um esquema de adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro que atingiu diversos setores da economia.


A ação, batizada de Operação Carbono Oculto, contou com apoio de 1,4 mil agentes em oito estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Goiás.

Foram cumpridos mais de 400 mandados de busca, apreensão e prisão, incluindo escritórios localizados na Avenida Faria Lima, em São Paulo — centro financeiro do Brasil. Só nesse endereço, 42 ordens judiciais foram executadas.


Segundo as investigações, o PCC montou uma rede complexa para infiltrar-se no setor de combustíveis, controlando desde a plantação de cana-de-açúcar até a adulteração da gasolina nas bombas.

A facção utilizava empresas de fachada, transportadoras e distribuidoras para escoar combustíveis adulterados em mais de 2,5 mil postos em São Paulo e em outros estados. Além disso, quatro refinarias e 1,6 mil caminhões estariam a serviço da organização criminosa.

O grupo também importava irregularmente metanol pelo Porto de Paranaguá (PR), substância que era desviada e misturada a etanol e gasolina para abastecer a rede controlada pelos criminosos.


O dinheiro obtido com as fraudes era ocultado por meio de operações financeiras sofisticadas. Estima-se que ao menos 40 fundos de investimento foram utilizados para lavar os recursos ilícitos, muitos deles operados por fintechs sediadas em São Paulo.

A facção ainda investiu em fazendas, usinas de etanol, caminhões e até um terminal portuário, ampliando sua presença no mercado formal. Segundo a Receita Federal, essa infiltração representa um risco grave para a economia, já que mistura atividades lícitas e ilícitas, dificultando o rastreamento.


A Justiça Federal determinou o bloqueio e sequestro de mais de R$ 3,2 bilhões em bens ligados ao esquema. Entre os itens confiscados estão:

  • 141 veículos;
  • 192 imóveis;
  • 2 embarcações;
  • Suspensão imediata de 21 fundos de investimento.

Ao todo, 41 pessoas físicas e 255 empresas tiveram recursos bloqueados.


Dos 14 alvos de prisão preventiva, apenas seis foram localizados até o momento. A PF investiga se houve vazamento de informações que permitiu a fuga de parte dos envolvidos.

Os crimes atribuídos aos suspeitos incluem:

  • organização criminosa;
  • lavagem de dinheiro;
  • adulteração de combustíveis;
  • fraude fiscal;
  • estelionato;
  • crimes ambientais.

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que os resultados divulgados até agora representam apenas “a ponta do iceberg”, já que os materiais apreendidos podem revelar outros grupos ligados ao esquema.

Para a subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Chaves, o crime organizado deixou de atuar apenas no tráfico de drogas e passou a infiltrar-se na economia real, com forte presença no mercado financeiro e concorrendo de forma desleal com empresas legítimas.


De acordo com o Ministério da Fazenda, o PCC montou um verdadeiro império econômico. Além de usinas e postos de combustíveis, a facção adquiriu refinarias e utilizava ameaças e pagamentos em dinheiro vivo para assumir negócios no setor.

O esquema envolvia desde a plantação de cana até a distribuição nos postos, passando pela importação irregular de produtos químicos, adulteração e revenda em larga escala.


Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a megaoperação representa a “maior resposta já dada ao crime organizado no Brasil”.

Especialistas apontam que a dimensão do esquema mostra como facções criminosas estão cada vez mais integradas ao mercado formal e utilizam o sistema financeiro para expandir sua influência econômica dentro e fora do país, com ramificações confirmadas na América Latina e na Europa.

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STF determina monitoramento reforçado e discreto da casa de Bolsonaro diante de risco de fuga https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-determina-monitoramento-reforcado-e-discreto-da-casa-de-bolsonaro-diante-de-risco-de-fuga/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-determina-monitoramento-reforcado-e-discreto-da-casa-de-bolsonaro-diante-de-risco-de-fuga/#respond Thu, 28 Aug 2025 13:22:23 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=660 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última terça-feira (26) que a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, onde cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, seja monitorada em tempo integral pela Polícia Penal do Distrito Federal. A decisão visa impedir eventuais tentativas de fuga — considerando inclusive a possibilidade de solicitação de asilo político — mantendo, porém, o caráter discreto da operação, sem exposição midiática ou incômodo à vizinhança.

Bolsonaro está sob prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica desde meados de julho — dispositivo que rastreia por GPS e sinal de celular, emitindo alertas caso seja violado. Além disso, o ex-presidente está proibido de utilizar celular, acessar redes sociais (inclusive por meio de terceiros), manter contato com autoridades estrangeiras ou frequentar embaixadas, salvo em situações excepcionais autorizadas judicialmente.

A intensificação do monitoramento ocorreu após a Polícia Federal identificar um rascunho de pedido de asilo à Argentina no celular de Bolsonaro, além de deliberações internas sobre possível refúgio na Embaixada dos EUA, situada a poucos minutos de sua casa em Brasília

Na decisão, Moraes autorizou o monitoramento 24 horas por dia, com equipes da Polícia Penal mantendo vigilância discreta e respeitando o ambiente familiar. Ficou determinado que uniformes e armamentos usados pelos agentes fiquem a critério da corporação, desde que não sejam intrusivos ou causem desconforto à vizinhança. Também foi ordenada checagem constante do sistema eletrônico de monitoramento para garantir eficácia das medidas de segurança.

O ministro já havia alertado que a violação de quaisquer medidas cautelares — como uso de redes sociais ou contato não autorizado — implicaria na revogação da prisão domiciliar e conversão imediata em prisão preventiva. Essa postura reforça a severidade das restrições em vigor e a atenção do STF ao cumprimento rigoroso das determinações judiciais.

A medida judicial é considerada uma resposta direta a pedido da Polícia Federal e do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que apontaram risco concreto de fuga e locação de refúgio em solo diplomático — cenários que poderiam comprometer o cumprimento da lei penal.

Bolsonaro e outros réus enfrentarão o julgamento por tentativa de golpe de Estado, com previsão de sentença entre 2 e 12 de setembro, e risco de condenação de mais de 40 anos de prisão

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