stf – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br Portal de Notícias do Brasil e do Mundo Wed, 17 Sep 2025 16:24:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.1 https://folhadobrasiledomundo.com.br/wp-content/uploads/2025/08/cropped-fbm-32x32.png stf – Folha do Brasil e do Mundo https://folhadobrasiledomundo.com.br 32 32 PEC da Blindagem: entenda o que muda com a proposta aprovada na Câmara e os desafios no Senado https://folhadobrasiledomundo.com.br/pec-da-blindagem-entenda-o-que-muda-com-a-proposta-aprovada-na-camara-e-os-desafios-no-senado/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/pec-da-blindagem-entenda-o-que-muda-com-a-proposta-aprovada-na-camara-e-os-desafios-no-senado/#respond Wed, 17 Sep 2025 16:24:49 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=988 A Câmara dos Deputados aprovou em dois turnos, nesta semana, a chamada PEC da Blindagem, uma proposta de emenda à Constituição que modifica as regras de investigação, prisão e foro privilegiado para parlamentares e dirigentes partidários. O texto foi aprovado por ampla maioria, mas ainda precisa ser analisado pelo Senado, onde pode enfrentar forte resistência.

A medida reacendeu o debate sobre os limites entre a proteção das instituições democráticas e a criação de barreiras que dificultem a responsabilização de agentes públicos.

A PEC altera dispositivos da Constituição Federal para restringir a atuação direta do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre deputados e senadores. Pela nova redação, o STF só poderá abrir inquéritos contra parlamentares se houver autorização prévia da respectiva Casa Legislativa, aprovada por maioria absoluta dos votos.

Na prática, isso significa que tanto a Câmara quanto o Senado terão até 90 dias para decidir se autorizam a abertura de uma investigação contra um de seus membros. Sem essa autorização, a Suprema Corte ficará impedida de prosseguir com o caso.

A PEC da Blindagem traz uma série de mudanças significativas na relação entre o Legislativo e o Judiciário. Entre os pontos mais relevantes estão:

  • Investigação com aval do Legislativo: o STF só poderá abrir investigações contra parlamentares após autorização da respectiva Casa, em votação secreta e com maioria absoluta dos votos.
  • Prisão em flagrante: em casos de crimes inafiançáveis, como corrupção e homicídio, a prisão continuará possível. Porém, a manutenção da detenção dependerá da aprovação da Câmara ou do Senado em até 24 horas.
  • Medidas cautelares: parlamentares só poderão ser alvo de medidas cautelares determinadas diretamente pelo STF. Tribunais inferiores não poderão, por exemplo, decretar bloqueio de bens ou quebra de sigilo contra deputados e senadores.
  • Foro privilegiado ampliado: presidentes nacionais de partidos com representação no Congresso passam a ter foro no STF. Assim, dirigentes partidários de grande porte político não poderão ser investigados por juízes de instâncias inferiores.

Na visão de apoiadores, a PEC reforça a separação entre os poderes e garante que parlamentares não sejam alvo de abusos ou perseguições judiciais. Defensores afirmam que a proposta busca equilibrar as relações entre Legislativo e Judiciário, especialmente diante de casos recentes de atritos entre deputados e ministros do STF.

Por outro lado, críticos consideram que a proposta amplia a impunidade ao criar barreiras para a responsabilização de parlamentares e dirigentes partidários. Além disso, o voto secreto para autorizar investigações e prisões é apontado como um retrocesso em relação à transparência das decisões legislativas.

Apesar da aprovação expressiva na Câmara, a PEC enfrenta um caminho mais difícil no Senado. Senadores já indicaram que a proposta é impopular, especialmente às vésperas de um ano eleitoral. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve analisar não apenas a admissibilidade da PEC, mas também o mérito do texto, o que pode atrasar ou até inviabilizar sua tramitação.

O presidente da CCJ já declarou publicamente que não vê espaço para a aprovação da proposta. Além disso, parte significativa do Senado teme a repercussão negativa junto à opinião pública, que enxerga na medida uma tentativa de blindar políticos contra investigações.

Se o texto for aprovado também no Senado, a PEC será promulgada diretamente pelo Congresso, sem necessidade de sanção presidencial. Porém, caso haja alterações significativas no texto, ele terá que retornar à Câmara para nova votação.

Há ainda a possibilidade de uma promulgação “fatiada”, ou seja, apenas dos trechos que forem aprovados pelas duas Casas Legislativas. Essa estratégia poderia preservar parte das mudanças, mesmo diante de divergências.

Outro ponto de atenção é a judicialização. Partidos de oposição e entidades da sociedade civil já avaliam a possibilidade de acionar o STF contra a PEC, alegando que ela fere princípios constitucionais como o da igualdade e o da moralidade pública.

A PEC da Blindagem é hoje um dos temas mais polêmicos do cenário político brasileiro. Ao mesmo tempo em que reforça a autonomia do Legislativo, a proposta também gera preocupações sobre impunidade, retrocessos na transparência e enfraquecimento do combate à corrupção.

O futuro do texto dependerá do Senado, que terá a responsabilidade de avaliar não apenas sua constitucionalidade, mas também o impacto político e social da medida. Enquanto isso, a aprovação na Câmara já demonstra a força do tema dentro do Congresso e deve manter o assunto no centro do debate público nos próximos meses.

]]>
https://folhadobrasiledomundo.com.br/pec-da-blindagem-entenda-o-que-muda-com-a-proposta-aprovada-na-camara-e-os-desafios-no-senado/feed/ 0
Condenação de Jair Bolsonaro repercute na imprensa internacional e é considerada histórica https://folhadobrasiledomundo.com.br/condenacao-de-jair-bolsonaro-repercute-na-imprensa-internacional-e-e-considerada-historica/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/condenacao-de-jair-bolsonaro-repercute-na-imprensa-internacional-e-e-considerada-historica/#respond Mon, 15 Sep 2025 16:39:57 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=961 A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado movimentou não apenas o cenário político brasileiro, mas também ganhou repercussão imediata na imprensa internacional. O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) foi visto como um divisor de águas na história democrática do Brasil, já que se trata da primeira vez em que um ex-chefe de Estado brasileiro é responsabilizado por tentar subverter a ordem constitucional.

O jornal norte-americano The New York Times chamou a decisão de “histórica e sem precedentes”, comparando o Brasil com os Estados Unidos. Segundo o veículo, enquanto o sistema norte-americano não conseguiu responsabilizar Donald Trump pela invasão do Capitólio em 2021, o Brasil mostrou maturidade democrática ao condenar Bolsonaro. O artigo, assinado por Steven Levitsky e Filipe Campante, ressaltou que, em mais de 15 tentativas de golpe ao longo da história brasileira, esta foi a primeira vez que líderes enfrentaram punição efetiva.

Na Europa, os jornais também repercutiram com destaque. O francês Le Monde avaliou que a condenação pode provocar crises diplomáticas, principalmente no relacionamento entre Brasil e Estados Unidos, dada a proximidade ideológica entre Bolsonaro e Trump. Já o espanhol El País destacou que o julgamento envia uma mensagem forte em defesa da democracia global, especialmente em um momento de crescimento de movimentos autoritários no mundo.

A influente revista britânica The Economist trouxe o caso como capa e afirmou que o julgamento é um “marco histórico para a América Latina”. O texto relembrou que Bolsonaro, admirador declarado da ditadura militar de 1964, agora se tornou réu e condenado em um processo que reafirma a importância das instituições democráticas no Brasil. Segundo a publicação, a decisão serve como um alerta para outros países da região que enfrentam riscos semelhantes de retrocessos democráticos.

Embora condenado, Bolsonaro ainda conta com grande base de apoio popular. O Wall Street Journal destacou que o bolsonarismo permanece vivo, sustentado por setores do agronegócio, parte de empresários, movimentos religiosos e conservadores. Para o jornal, a prisão pode até fortalecer a narrativa de perseguição política, mobilizando ainda mais sua base.

Já o britânico The Guardian ponderou que, embora afastado do poder, Bolsonaro não é uma figura descartada do cenário político. Com mais de 58 milhões de votos em 2022, ele segue como uma liderança de peso para a direita brasileira. A dúvida que paira é se esse apoio resistirá diante da condenação e da possibilidade de novas sentenças.

Nos Estados Unidos, o Washington Post ressaltou os paralelos entre Bolsonaro e Trump. Ambos tentaram questionar os resultados das urnas e estimularam manifestações que colocaram em risco a democracia. A publicação destacou que o Brasil, ao condenar seu ex-presidente, coloca-se em contraste direto com os EUA, onde Trump ainda não foi responsabilizado judicialmente por sua tentativa de permanecer no poder.

A condenação repercutiu em diversos continentes e foi tratada como um exemplo de fortalecimento institucional. Para analistas internacionais, a decisão reforça a imagem do Brasil como uma democracia resiliente, capaz de resistir a ataques internos. Ao mesmo tempo, especialistas apontam para o risco de aprofundamento da polarização política no país, já que parte da população considera a sentença justa, enquanto outra interpreta como perseguição.

Mesmo condenado, Bolsonaro deve permanecer como um nome de peso no debate público. Analistas apontam que o movimento bolsonarista pode se reorganizar em torno de novas lideranças, como governadores, parlamentares e até mesmo membros da própria família do ex-presidente. Ainda assim, a sentença representa um marco para a história do Brasil, reafirmando que a democracia deve prevalecer sobre projetos autoritários.

A decisão do STF de condenar Jair Bolsonaro não afeta apenas o Brasil, mas também envia uma mensagem ao mundo: líderes que atentam contra a democracia podem ser responsabilizados. Enquanto alguns veículos destacam os riscos de maior divisão política, outros enxergam no episódio um fortalecimento institucional sem precedentes. Para a comunidade internacional, o julgamento do ex-presidente brasileiro já entrou para a história como um símbolo de resistência democrática em tempos de instabilidade global.

Referências:

]]>
https://folhadobrasiledomundo.com.br/condenacao-de-jair-bolsonaro-repercute-na-imprensa-internacional-e-e-considerada-historica/feed/ 0
STF condena Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão em julgamento histórico https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-condena-jair-bolsonaro-a-27-anos-de-prisao-em-julgamento-historico/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-condena-jair-bolsonaro-a-27-anos-de-prisao-em-julgamento-historico/#respond Fri, 12 Sep 2025 17:26:15 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=933 Em uma decisão inédita, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Essa é a primeira vez na história do Brasil que um ex-chefe de Estado é punido por articular a ruptura da ordem democrática.

A pena imposta a Bolsonaro foi dividida em duas partes: 24 anos e 9 meses de reclusão, que deve ser cumprida em regime fechado, e 2 anos e 6 meses de detenção, em regime semiaberto ou aberto.

Como a sentença ultrapassa oito anos, a legislação determina que o cumprimento inicial seja em regime fechado. Além disso, o ex-presidente foi condenado a 124 dias-multa, cada um calculado em dois salários mínimos, o que pode gerar um valor superior a R$ 300 mil.

Pela Lei da Ficha Limpa, Bolsonaro ficará inelegível até oito anos após o cumprimento total da pena, afastando qualquer possibilidade de candidatura política nesse período.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou cinco acusações principais contra o ex-presidente, todas acatadas pela maioria dos ministros do STF:

  • Organização criminosa armada
  • Tentativa de golpe de Estado
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Dano qualificado ao patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado

Segundo o relator Alexandre de Moraes, Bolsonaro liderou uma estrutura organizada que utilizou recursos do Estado e apoio de militares para desacreditar o sistema eleitoral e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

O julgamento foi conduzido pela Primeira Turma do STF, composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Luiz Fux.

  • Alexandre de Moraes (relator): apontou Bolsonaro como líder da organização criminosa.
  • Flávio Dino: reforçou a tese de que houve atos executórios de golpe, e não apenas preparativos.
  • Cármen Lúcia: considerou que existiu “prova cabal” de articulação para romper a ordem democrática.
  • Cristiano Zanin: acompanhou integralmente o relator, destacando que o grupo operava de forma armada e estruturada.
  • Luiz Fux: foi o único voto divergente, defendendo a absolvição por entender que não caberia ao STF julgar Bolsonaro, já que ele não possui mais foro privilegiado.

O placar final foi de 4 votos a 1 pela condenação.

Além do ex-presidente, outros sete aliados próximos receberam penas significativas:

  • Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil): 26 anos de prisão.
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha): 24 anos.
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça): 24 anos.
  • Augusto Heleno (ex-ministro do GSI): 21 anos.
  • Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa): 19 anos.
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin e deputado federal): 16 anos e perda do mandato.
  • Mauro Cid (ex-ajudante de ordens): 2 anos em regime aberto, devido a acordo de delação premiada.

Segundo a acusação, esses réus integravam o núcleo central da trama golpista, executando ações que iam desde o planejamento até o financiamento de atos antidemocráticos.

O julgamento teve como pano de fundo os eventos ocorridos após as eleições de 2022. Investigações da Polícia Federal revelaram que Bolsonaro e seus aliados discutiram minutas de intervenção militar, atacaram publicamente o sistema eleitoral e incentivaram manifestações em frente a quartéis.

No dia 8 de janeiro de 2023, apoiadores do ex-presidente invadiram e depredaram as sedes do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do STF, em Brasília. O episódio foi considerado pela Corte como a materialização das articulações golpistas.

Apesar da condenação, Bolsonaro e os demais réus não serão presos imediatamente. Isso porque ainda cabem recursos, como embargos de declaração e embargos infringentes, que podem alterar pontos da decisão.

A execução da pena só ocorrerá após o trânsito em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.

Atualmente, Bolsonaro já cumpre prisão preventiva domiciliar, decretada em agosto por descumprir medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.

A decisão do STF provocou forte impacto no cenário político brasileiro. Setores aliados a Bolsonaro defendem a possibilidade de anistia no Congresso, enquanto juristas consideram a condenação um marco histórico na proteção da democracia.

No plano internacional, a sentença também gerou repercussões. Críticos compararam o caso ao julgamento do ex-presidente norte-americano Donald Trump, investigado após a invasão do Capitólio em 2021.

A condenação de Jair Bolsonaro representa um divisor de águas na história do Brasil. O STF reafirmou a importância da preservação do Estado Democrático de Direito e estabeleceu um precedente para futuras tentativas de ruptura institucional.

O processo segue em tramitação até o esgotamento de todos os recursos, mas, desde já, a sentença coloca Bolsonaro e seus aliados entre os principais réus de um dos capítulos mais marcantes da política nacional.

]]>
https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-condena-jair-bolsonaro-a-27-anos-de-prisao-em-julgamento-historico/feed/ 0
STF forma maioria para condenar Jair Bolsonaro na Trama Golpista: Entenda o julgamento histórico https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-forma-maioria-para-condenar-jair-bolsonaro-na-trama-golpista-entenda-o-julgamento-historico/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-forma-maioria-para-condenar-jair-bolsonaro-na-trama-golpista-entenda-o-julgamento-historico/#respond Thu, 11 Sep 2025 20:06:18 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=924 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira (11) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e mais sete réus por envolvimento na chamada Trama Golpista. O caso é considerado um dos julgamentos mais relevantes da história recente do Brasil por tratar de ataques ao Estado Democrático de Direito após as eleições de 2022.

O voto decisivo veio da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou o relator Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino. Com isso, o placar chegou a 3 votos a 1, estabelecendo maioria para a condenação. O ministro Luiz Fux foi o único, até agora, a divergir, votando pela absolvição do ex-presidente por falta de provas.

Resta apenas o voto do ministro Cristiano Zanin, presidente da Primeira Turma. Ele deve apresentar sua posição ainda nesta quinta-feira, antes de a Corte avançar para a fase de definição das penas.

Segundo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro e seus aliados teriam participado de um esquema organizado para manter o ex-presidente no poder, mesmo após a derrota nas urnas em 2022.

Os ministros já formaram maioria para condenar Bolsonaro e sete réus pelos seguintes crimes:

  • Golpe de Estado
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito
  • Organização criminosa
  • Dano qualificado contra patrimônio da União
  • Deterioração de patrimônio tombado

No caso do deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin, a maioria votou pela exclusão de duas acusações: dano qualificado e deterioração de patrimônio.

Além de Bolsonaro, a lista de acusados envolve ex-ministros, militares de alta patente e ex-integrantes do governo. Confira os nomes:

  1. Jair Bolsonaro — ex-presidente da República e apontado como líder do grupo.
  2. Walter Braga Netto — general, ex-ministro e candidato a vice na chapa de Bolsonaro.
  3. Mauro Cid — tenente-coronel, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator.
  4. Almir Garnier — ex-comandante da Marinha.
  5. Alexandre Ramagem — ex-diretor da Abin e atual deputado federal.
  6. Augusto Heleno — general, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional.
  7. Paulo Sérgio Nogueira — general, ex-ministro da Defesa.
  8. Anderson Torres — ex-ministro da Justiça.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em discurso de quase duas horas, a ministra Cármen Lúcia destacou que os ataques de 8 de janeiro de 2023 não foram um “passeio de domingo”, mas sim resultado de planejamento e método para minar a democracia.

“Tenho por comprovado que Jair Messias Bolsonaro praticou os crimes que lhe são imputados, na condição de líder da organização criminosa”, afirmou a magistrada.

A ministra também afirmou que o processo representa um julgamento do passado, presente e futuro do Brasil, citando a necessidade de responsabilização para impedir que novas tentativas de ruptura institucional se repitam.

Foto: Fabio Rodrigues / Agência Brasil

Na sessão anterior, o ministro Luiz Fux apresentou voto de mais de 13 horas defendendo a absolvição de Bolsonaro e da maioria dos réus, por considerar que a PGR não apresentou provas suficientes.

Apesar disso, Fux votou pela condenação de Mauro Cid e Braga Netto, ambos pelo crime de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Para o ministro, apenas nesses casos ficou demonstrada adesão direta a um plano de natureza criminosa.

Com a maioria já formada, o próximo passo é o voto de Cristiano Zanin, que deve confirmar ou não a condenação. Em seguida, a Primeira Turma passará para a fase de dosimetria da pena, em que os ministros definirão as penas individualizadas para cada réu, considerando o grau de participação de cada um na trama.

É possível que as condenações levem a penas de prisão, além de perda de direitos políticos.

O julgamento da Trama Golpista é considerado histórico por dois motivos principais:

  1. Pela primeira vez, um ex-presidente da República é julgado no STF como líder de uma organização criminosa que teria tramado um golpe de Estado.
  2. O processo reforça a posição da Corte como guardiã da Constituição e do regime democrático, ao analisar atos que colocaram em risco a alternância de poder e a estabilidade institucional do Brasil.

Segundo a PGR, os acusados não aceitaram a derrota nas urnas e articularam para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, por meio de ações violentas e pela disseminação de desinformação.

Conclusão

Com a formação da maioria, o STF caminha para uma condenação inédita na história brasileira, que pode mudar o destino político de Jair Bolsonaro e de importantes figuras de seu governo. A decisão final ainda depende do voto de Cristiano Zanin e da fixação das penas, mas já representa um marco no enfrentamento de ataques ao Estado Democrático de Direito.

O caso segue em julgamento e terá novos desdobramentos nos próximos dias, definindo as consequências judiciais para os oito réus da chamada Trama Golpista.

]]>
https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-forma-maioria-para-condenar-jair-bolsonaro-na-trama-golpista-entenda-o-julgamento-historico/feed/ 0
Julgamento de Bolsonaro no STF: Moraes inicia voto que pode definir destino do ex-presidente e aliados https://folhadobrasiledomundo.com.br/julgamento-de-bolsonaro-no-stf-moraes-inicia-voto-que-pode-definir-destino-do-ex-presidente-e-aliados/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/julgamento-de-bolsonaro-no-stf-moraes-inicia-voto-que-pode-definir-destino-do-ex-presidente-e-aliados/#respond Tue, 09 Sep 2025 12:24:35 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=858 A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta terça-feira (9) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete aliados acusados de participação em uma suposta trama golpista para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022. A sessão, aberta às 9h, começou com o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes, que deve apresentar uma análise detalhada das acusações, apontar provas, avaliar as preliminares processuais e decidir se condena ou absolve os réus.

O ministro Alexandre de Moraes é o primeiro a se manifestar. Ele deve levar cerca de quatro horas para expor sua posição sobre cada acusado individualmente. De acordo com a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), Bolsonaro é apontado como líder da organização criminosa que teria atuado para tentar reverter o resultado eleitoral. Entre os crimes imputados estão organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Além de Bolsonaro, os outros sete réus são: Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto. Segundo a PGR, todos desempenharam papéis distintos dentro da estrutura golpista, desde a elaboração de documentos até a mobilização de tropas militares.

Após a leitura do voto de Moraes, será a vez do ministro Flávio Dino, seguido de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin, que preside a Primeira Turma. A expectativa é que os votos de Moraes e Dino ocupem a sessão de hoje, enquanto Fux deve se manifestar amanhã (10). Já Cármen Lúcia e Zanin terão até sexta-feira (12) para apresentar seus posicionamentos.

Embora haja a possibilidade de pedido de vista — quando um ministro solicita mais tempo para analisar o processo —, fontes próximas ao tribunal avaliam como remota essa chance, especialmente porque o julgamento foi priorizado e envolve um dos casos mais emblemáticos da história recente da democracia brasileira.

De acordo com a denúncia, a suposta trama golpista buscava criar um cenário de ruptura institucional. Entre as acusações, estão:

  • Organização criminosa armada;
  • Tentativa de golpe de Estado;
  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • Dano qualificado contra patrimônio da União;
  • Deterioração de patrimônio tombado (com exceção de Ramagem).

O ex-presidente Bolsonaro é acusado ainda de liderar o grupo criminoso, o que pode ampliar sua pena caso a condenação seja confirmada.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a condenação de todos os oito réus. Segundo ele, houve a consumação da tentativa de ruptura democrática e “inconformismo com a derrota eleitoral” por parte do ex-presidente e seus aliados. Para Gonet, o plano golpista se valeu da estrutura de poder para tentar impedir a posse de Lula e anular os resultados das urnas eletrônicas.

Já as defesas dos acusados alegam inocência, afirmando que não há provas suficientes que sustentem as acusações. Bolsonaro, em particular, nega ter participado de qualquer plano golpista e diz ser vítima de perseguição política.

O julgamento ocorre em meio a pressões políticas pela aprovação de um projeto de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023. Parlamentares bolsonaristas e opositores ao governo Lula têm se articulado para tentar viabilizar a proposta. O senador Flávio Bolsonaro acompanhou a sessão no STF, sendo o primeiro membro da família a comparecer presencialmente.

Na plateia da Primeira Turma, chamou a atenção a presença de deputados de diferentes espectros políticos lado a lado, algo inédito nas sessões até agora. O líder da oposição, Luciano Zucco (PL-RS), conversou com advogados de defesa, enquanto parlamentares da esquerda criticaram publicamente a possibilidade de anistia.

Caso haja condenação, Bolsonaro e seus aliados ainda poderão recorrer ao plenário do STF, mas essa possibilidade só é viável se houver ao menos dois votos pela absolvição em algum ponto da ação. Se todos os ministros divergirem apenas em relação ao tamanho das penas, o julgamento será encerrado dentro da própria Primeira Turma.

O resultado final pode ser conhecido ainda nesta semana, dependendo da velocidade dos votos e da ausência de pedidos de vista. O processo representa não apenas um marco jurídico, mas também um momento político decisivo para o futuro de Bolsonaro e do cenário eleitoral brasileiro.

]]>
https://folhadobrasiledomundo.com.br/julgamento-de-bolsonaro-no-stf-moraes-inicia-voto-que-pode-definir-destino-do-ex-presidente-e-aliados/feed/ 0
Clima político no Congresso trava debate sobre anistia a Jair Bolsonaro no 8 de Janeiro https://folhadobrasiledomundo.com.br/clima-politico-no-congresso-trava-debate-sobre-anistia-a-jair-bolsonaro-no-8-de-janeiro/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/clima-politico-no-congresso-trava-debate-sobre-anistia-a-jair-bolsonaro-no-8-de-janeiro/#respond Sat, 06 Sep 2025 16:59:41 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=820 Anistia enfrenta resistência no Legislativo

A discussão sobre a anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 segue em impasse no Congresso Nacional. Apesar da intensa pressão da oposição, que defende um perdão amplo, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, líderes da Câmara e do Senado têm adotado cautela diante das repercussões políticas e jurídicas.

Na Câmara dos Deputados, o presidente Hugo Motta sofre pressão para pautar a proposta de anistia, mas tem resistido. A expectativa é de que ele aguarde a conclusão do julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal antes de avançar com a votação. Analistas avaliam que Motta busca equilíbrio entre os interesses da oposição, o governo e o Judiciário, evitando um desgaste político precoce.

No Senado, o presidente Davi Alcolumbre tem sinalizado rejeição ao texto que prevê anistia ampla e irrestrita. A proposta em construção na Casa inclui apenas a redução de penas, deixando de fora lideranças políticas como Jair Bolsonaro. Essa alternativa, considerada mais “light”, busca alinhar o Legislativo com a posição do STF e reduzir o impacto negativo junto à opinião pública.

A anistia também se tornou peça no tabuleiro eleitoral. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, assumiu a defesa da proposta, posicionando-se como herdeiro do bolsonarismo, mas enfrenta resistência de aliados mais próximos de Bolsonaro. Para especialistas, o movimento busca consolidar apoio para as eleições de 2026, ainda que a inelegibilidade do ex-presidente esteja mantida.

Pesquisas de opinião mostram que a maioria da população é contra a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. Esse dado pesa no cálculo dos presidentes da Câmara e do Senado, que tentam equilibrar interesses políticos internos com a pressão popular. O risco de desgaste eleitoral é um dos principais motivos para a falta de consenso em torno do tema.

]]>
https://folhadobrasiledomundo.com.br/clima-politico-no-congresso-trava-debate-sobre-anistia-a-jair-bolsonaro-no-8-de-janeiro/feed/ 0
Bolsonaro pode ser preso após julgamento no STF? Veja os cenários possíveis https://folhadobrasiledomundo.com.br/bolsonaro-pode-ser-preso-apos-julgamento-no-stf-veja-os-cenarios-possiveis/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/bolsonaro-pode-ser-preso-apos-julgamento-no-stf-veja-os-cenarios-possiveis/#respond Sun, 31 Aug 2025 13:16:15 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=707 STF inicia julgamento de Bolsonaro e aliados por suposta trama golpista

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta semana o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete aliados, acusados de participação em uma trama golpista para tentar impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. O processo está sendo analisado pela Primeira Turma do STF, presidida pelo ministro Cristiano Zanin.

Bolsonaro responde a cinco acusações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR): organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado por violência e ameaça grave, além de deterioração de patrimônio tombado.

Apesar das especulações, a jurisprudência do STF estabelece que um réu condenado a regime fechado só pode ser preso após o julgamento de recursos iniciais, como os embargos de declaração. Isso significa que, mesmo em caso de condenação, Bolsonaro não seria levado imediatamente a uma prisão comum.

Um exemplo semelhante ocorreu com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, condenado em 2023 a oito anos e dez meses de prisão por corrupção. A execução da pena só foi determinada após a análise dos recursos, em abril de 2025.

O caso de Bolsonaro, entretanto, tem um fator diferente: o ex-presidente já cumpre prisão domiciliar em outro processo. Caso a Primeira Turma entenda que há risco de fuga ou descumprimento de medidas cautelares, ele pode ser transferido diretamente para um presídio, como o Complexo da Papuda ou a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Além disso, Bolsonaro também é investigado em outro inquérito no STF que apura suposta coação no curso do processo e ataques à soberania nacional. Nesse caso, existe a possibilidade de decretação de prisão preventiva.

Além do ex-presidente, outros sete aliados serão julgados no mesmo processo:

  • Alexandre Ramagem: ex-diretor da Abin, acusado de propagar fake news sobre fraudes eleitorais.
  • Almir Garnier Santos: ex-comandante da Marinha, teria colocado tropas à disposição para apoiar o golpe.
  • Anderson Torres: ex-ministro da Justiça, acusado de auxiliar juridicamente o plano golpista.
  • Augusto Heleno: ex-ministro do GSI, teria participado de lives questionando as urnas eletrônicas.
  • Mauro Cid: ex-ajudante de ordens de Bolsonaro e delator, participou ativamente de reuniões e troca de mensagens sobre o plano.
  • Paulo Sérgio Nogueira: ex-ministro da Defesa, teria apresentado decreto que buscava anular as eleições de 2022.
  • Walter Braga Netto: general da reserva e ex-ministro, é o único preso preventivamente, acusado de financiar acampamentos e até planejar atentado contra o ministro Alexandre de Moraes.

O ministro Cristiano Zanin convocou sessões extraordinárias para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro de 2025, além das sessões ordinárias de 2 e 9 de setembro. A expectativa é que até o dia 12 a Primeira Turma finalize a análise da ação penal.

A defesa dos réus afirma que não existem provas que comprovem a ligação dos acusados com a suposta tentativa de golpe. Já a PGR sustenta que Bolsonaro liderava o grupo e pretendia se manter no poder mesmo após a derrota nas urnas.

A decisão sobre condenar ou absolver Bolsonaro e seus aliados ficará nas mãos dos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Luiz Fux e Flávio Dino. Caso haja condenação, o colegiado definirá também onde os réus deverão cumprir pena.

]]>
https://folhadobrasiledomundo.com.br/bolsonaro-pode-ser-preso-apos-julgamento-no-stf-veja-os-cenarios-possiveis/feed/ 0
STF determina monitoramento reforçado e discreto da casa de Bolsonaro diante de risco de fuga https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-determina-monitoramento-reforcado-e-discreto-da-casa-de-bolsonaro-diante-de-risco-de-fuga/ https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-determina-monitoramento-reforcado-e-discreto-da-casa-de-bolsonaro-diante-de-risco-de-fuga/#respond Thu, 28 Aug 2025 13:22:23 +0000 https://folhadobrasiledomundo.com.br/?p=660 O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na última terça-feira (26) que a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, onde cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, seja monitorada em tempo integral pela Polícia Penal do Distrito Federal. A decisão visa impedir eventuais tentativas de fuga — considerando inclusive a possibilidade de solicitação de asilo político — mantendo, porém, o caráter discreto da operação, sem exposição midiática ou incômodo à vizinhança.

Bolsonaro está sob prisão domiciliar, monitorado por tornozeleira eletrônica desde meados de julho — dispositivo que rastreia por GPS e sinal de celular, emitindo alertas caso seja violado. Além disso, o ex-presidente está proibido de utilizar celular, acessar redes sociais (inclusive por meio de terceiros), manter contato com autoridades estrangeiras ou frequentar embaixadas, salvo em situações excepcionais autorizadas judicialmente.

A intensificação do monitoramento ocorreu após a Polícia Federal identificar um rascunho de pedido de asilo à Argentina no celular de Bolsonaro, além de deliberações internas sobre possível refúgio na Embaixada dos EUA, situada a poucos minutos de sua casa em Brasília

Na decisão, Moraes autorizou o monitoramento 24 horas por dia, com equipes da Polícia Penal mantendo vigilância discreta e respeitando o ambiente familiar. Ficou determinado que uniformes e armamentos usados pelos agentes fiquem a critério da corporação, desde que não sejam intrusivos ou causem desconforto à vizinhança. Também foi ordenada checagem constante do sistema eletrônico de monitoramento para garantir eficácia das medidas de segurança.

O ministro já havia alertado que a violação de quaisquer medidas cautelares — como uso de redes sociais ou contato não autorizado — implicaria na revogação da prisão domiciliar e conversão imediata em prisão preventiva. Essa postura reforça a severidade das restrições em vigor e a atenção do STF ao cumprimento rigoroso das determinações judiciais.

A medida judicial é considerada uma resposta direta a pedido da Polícia Federal e do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que apontaram risco concreto de fuga e locação de refúgio em solo diplomático — cenários que poderiam comprometer o cumprimento da lei penal.

Bolsonaro e outros réus enfrentarão o julgamento por tentativa de golpe de Estado, com previsão de sentença entre 2 e 12 de setembro, e risco de condenação de mais de 40 anos de prisão

]]>
https://folhadobrasiledomundo.com.br/stf-determina-monitoramento-reforcado-e-discreto-da-casa-de-bolsonaro-diante-de-risco-de-fuga/feed/ 0