Brasil inicia tratamento com novo remédio contra Alzheimer

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Em abril de 2025, o Brasil aprovou o uso do Donanemabe, medicamento desenvolvido para tratar pacientes com Alzheimer em estágio inicial. O fármaco representa um marco na medicina nacional, sendo o primeiro tratamento antiamiloide disponível no país, e atua diretamente sobre a proteína Beta-amiloide, responsável por lesões nos neurônios associadas ao avanço da doença.

O tratamento é baseado em anticorpos monoclonais, que têm como objetivo reduzir o acúmulo da Beta-amiloide no cérebro. Essa tecnologia vem sendo apontada como uma das maiores promessas no combate ao Alzheimer, podendo retardar o avanço dos sintomas cognitivos em pacientes diagnosticados precocemente.

Apesar do avanço científico, o acesso ao Donanemabe ainda é restrito. O tratamento custa entre R$ 5.000 e R$ 24.000 mensais, dependendo da fase da doença e da dosagem necessária. Atualmente, o medicamento está disponível apenas na rede particular de saúde e em clínicas especializadas de algumas cidades brasileiras.

O Donanemabe integra uma nova classe de terapias também representada por medicamentos como o Aducanemabe e o Lecanemabe, já utilizados em países como Estados Unidos, Japão e nações da União Europeia. Esses tratamentos compartilham o mesmo objetivo: interromper ou retardar a progressão da doença de Alzheimer desde os primeiros estágios.

Embora considerado um avanço histórico, o uso do Donanemabe apresenta benefícios e limitações. Estudos indicam melhora no controle da progressão da doença, mas também apontam riscos de efeitos colaterais, como reações inflamatórias no cérebro. Além disso, o custo elevado ainda é um desafio para tornar o tratamento acessível a um número maior de pacientes no Brasil.

  • Medicamento: Donanemabe (Kinsula)
  • Indicação: Alzheimer em estágio inicial
  • Mecanismo de ação: Anticorpo monoclonal contra a proteína Beta-amiloide
  • Custo: R$ 5.000 a R$ 24.000 por mês
  • Disponibilidade: Apenas na rede privada de saúde
  • Impacto: Retarda a progressão da doença, mas com limitações e alto custo

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