Manifestação pró-Bolsonaro reúne 42,2 mil pessoas na Avenida Paulista e pede anistia

Brasil Política e Economia

Ato leva multidão à Paulista no 7 de Setembro

O ato em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado neste domingo (7) na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 42,2 mil pessoas, segundo levantamento com uso de drones e inteligência artificial. No ápice da manifestação, às 16h03, o público variou entre 37,1 mil e 47,3 mil participantes, considerando a margem de erro de 12%. Em comparação, no 7 de Setembro de 2024, a mobilização na mesma avenida havia registrado 45,4 mil pessoas.

O levantamento mostra que o número de manifestantes neste domingo foi superior ao registrado no ato de agosto deste ano, quando 37,6 mil pessoas participaram, mas ficou abaixo da mobilização de abril, que reuniu 44,9 mil apoiadores. Em junho, apenas 12,4 mil haviam comparecido. Já no Rio de Janeiro, outra manifestação neste 7 de Setembro levou 42,7 mil pessoas à orla de Copacabana.

O principal foco do ato em São Paulo foi o pedido de anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Cartazes e discursos cobraram do Congresso Nacional a votação da proposta. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que não houve crime em 8 de janeiro e defendeu a candidatura de Bolsonaro em 2026. Ele também pediu ao presidente da Câmara, Hugo Motta, que paute a votação da anistia.

Foto: Nelson Almeida/AFP

Impedido de comparecer por estar em prisão domiciliar, Bolsonaro foi representado por aliados próximos. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro discursou emocionada, afirmando que o marido é vítima de perseguição política e que sua liberdade foi cerceada. Também falaram o pastor Silas Malafaia, que atacou o ministro Alexandre de Moraes, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o deputado Sóstenes Cavalcante, que classificou o Judiciário como autoritário.

O ato acontece às vésperas da retomada do julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para esta terça-feira (9). Bolsonaro responde por tentativa de golpe de Estado e mais quatro crimes, podendo pegar até 43 anos de prisão caso seja condenado. Ao mesmo tempo, cresce a pressão no Congresso para que seja votada uma anistia geral. Enquanto aliados defendem que o perdão inclua o ex-presidente, setores do Senado discutem uma proposta alternativa que exclui Bolsonaro, mas reduz penas de outros condenados.

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